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Queimação nos olhos: o que pode ser?

Queimação nos olhos: o que pode ser?

Olhos ardentes podem ser algo desconfortável ​​e preocupante. Na maioria dos casos, a queimação nos olhos pode ser diagnosticada rapidamente e tratada com medicamentos. No entanto, existem algumas causas raras do sintoma, que podem exigir tratamento especializado.

A terrível sensação de queimação nos olhos pode acontecer com qualquer pessoa e é muito comum. No entanto, ocorre devido a muitas razões diferentes. Em seguida, conheça as mais comuns, a seguir.

Causas da queimação nos olhos

1. Olho seco

O olho seco pode causar uma sensação de queimação não tão agradável. Acontece quando a quantidade ou a qualidade das lágrimas não mantém os olhos com a umidade adequada, o que pode causar irritação.

As terminações nervosas nas córneas são muito sensíveis e, se estiverem irritadas, produzirão a sensação de queimação. Outros sintomas de olho seco são, por exemplo, vermelhidão, dor, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e outros.

Se o médico suspeitar do problema, é provável que recomende o uso de lágrimas artificiais para tratá-lo. Contudo, o médico deve sempre ser consultado para prescrever a melhor opção de tratamento.

2. Alergias

Alergias também podem causar a sensação de queimação nos olhos, o que é conhecido como conjuntivite alérgica. Conjuntivite é, na verdade, o termo específico para olhos irritados. É comumente originada por bactérias ou vírus, mas os alérgenos também podem ser os agentes causadores.

Qualquer tipo de alergia incidente nos olhos acontece quando algo irrita a conjuntiva, a delicada membrana que cobre os olhos e o interior das pálpebras. A conjuntivite alérgica, portanto, pode ocorrer quando o corpo reage exageradamente a um alérgeno.

Em uma tentativa de proteção, o sistema imunológico produz anticorpos. Estes se movem para várias células e liberam substâncias químicas que causam a reação alérgica. Assim, ocorre a sensação de queimação nos olhos.

3. Queimação leve

Os olhos são bastante sensíveis, portanto, lavar o rosto, usar maquiagem e hidratante podem incomodá-los. Se ocorrer apenas uma leve queimação, deve-se tentar descobrir o que está causando o problema.

Por exemplo, ao começar a usar um novo hidratante ou rímel, é bom eliminar o ofensor em potencial e verificar se acontece alguma melhora. Se, entretanto, não for descoberta a causa e o desconforto permanecer, o oftalmologista deve ser consultado.

4. Blefarite

A blefarite é uma inflamação das pálpebras que as torna vermelhas, irritadas, com coceira e, às vezes, provocam uma sensação de queimação ou de ardor nos olhos. A blefarite pode ocorrer por várias razões: infecção bacteriana nas pálpebras, reação alérgica à maquiagem ou por obstrução nos canais lacrimais.

5. Queimaduras nos olhos

Trata-se de fotoceratite (ou queratite ultravioleta). Pode acontecer devido à exposição excessiva aos raios UV, normalmente do sol. A condição pode danificar as córneas e a conjuntiva, resultando desde queimação nos olhos, até visão embaçada, perda temporária da visão bem como outros sintomas.

Felizmente, os sintomas da fotoceratite tendem a diminuir dentro de 48 horas. Se a queimação nos olhos persistir após esse período, o médico oftalmologista deve ser consultado.

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O que é alergia ocular?

O que é alergia ocular?

A alergia é uma reação do sistema imunológico a um alérgeno que, normalmente, é inofensivo. No caso dos olhos, ela é chamada de alergia ocular ou conjuntivite alérgica, sendo bastante comum.

O problema ocorre quando os olhos reagem a algo que os irrita, ou seja, o alérgeno. Consequentemente, eles produzem uma substância chamada histamina, a fim de combater o alérgeno. Como resultado, as pálpebras e a conjuntiva ficam vermelhas, inchadas e com coceira.

Ao contrário de outros tipos de conjuntivite, as alergias oculares não são transmitidas de pessoa para pessoa. O mais provável é que os indivíduos herdem a alergia ocular dos pais. Geralmente, também apresentam alergia nasal, com nariz congestionado, bem como coceira e espirros.

Pode haver, ainda, dor de cabeça, coceira, dor de garganta ou tosse. Normalmente, essa é uma condição temporária, associada a alergias sazonais.

A alergia ocular também é provocada por pelos de animais, poeira, pólen, fumaça, perfumes ou alimentos. Algumas pessoas podem ser alérgicas a produtos químicos conservantes em colírios lubrificantes ou colírios prescritos.

Sintomas da alergia ocular

Os sintomas mais comuns de alergia ocular são:

  • olhos vermelhos, inchados ou com  coceira;
  • queimação ou lacrimejamento;
  • sensibilidade à luz.

Tratamento da alergia nos olhos

Para designar o tratamento adequado, o oftalmologista verificará se se há infecção ocular ou conjuntivite alérgica. Fará exames com um microscópio para verificar sinais de alergia como, por exemplo, vasos sanguíneos inchados na superfície do olho. Averiguará, ainda, o histórico médico e de alergia na família.

A chave para o tratamento de alergias oculares é evitar ou limitar o contato com a substância causadora da reação. Portanto, deve-se saber o que evitar. Se necessário, um alergista pode realizar um exame de pele ou sangue para ajudar a identificar os alérgenos específicos. Em seguida, conheça algumas recomendações importantes a respeito de possíveis alérgenos.

Pólen

No caso de alergia ao pólen, deve-se evitar sair ao ar livre o máximo possível nas épocas do ano em que a liberação de pólen for maior. A quantidade de pólen é geralmente mais alta no meio da manhã e no início da noite. Ao ar livre, os óculos podem ajudar a impedir que o pólen entre nos olhos.

Mantenha as janelas fechadas e ligue o ar condicionado, tanto no carro quanto em casa, com o intuito de diminuir a exposição ao pólen e outros elementos alérgenos. Não use ventiladores, pois eles atraem o pólen e outros elementos. Mantenha o aparelho de ar condicionado sempre limpo.

Mofo e pó

Se o mofo é um gatilho para alergia, deve-se manter o nível de umidade em casa entre 30% e 50%. Por isso, limpe com frequência as áreas de alta umidade, como porão, banheiro e cozinha. Considere usar um desumidificador em locais particularmente úmidos.

Se o pó em casa provocar conjuntivite alérgica, os ácaros devem ser mantidos longe da pele. O quarto merece atenção especial. Use capas antialérgicas para a roupa de cama e, principalmente, para os travesseiros. Lave a roupa de cama com frequência em água quente. Ao limpar o piso, use um esfregão ou pano úmido em vez de um espanador ou vassoura de pó seco, para prender os alérgenos.

Animais de estimação

Se os animais de estimação são uma fonte de alergia, tente mantê-los fora de casa o máximo possível. É particularmente importante não permitir que eles entrem no quarto para que se possa dormir em um ambiente livre de alérgenos. Considere pisos de madeira ou ladrilhos em vez de carpetes, que prendem os pelos dos animais. Sempre lave as mãos depois de tocar em um animal de estimação e lave as roupas que você usa ao redor dos animais.

Por fim, evite sempre esfregar os olhos, pois isso os irrita ainda mais.

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Celulite orbital: sintomas, causas e tratamentos

Celulite orbital: sintomas, causas e tratamentos

A celulite orbital é uma infecção dos tecidos moles dentro da cavidade ocular. É uma condição séria que, sem tratamento, pode levar à perda permanente da visão e complicações geram risco de morte.

A celulite orbital, que às vezes é chamada de celulite pós-septal, pode ocorrer em qualquer idade, mas geralmente afeta crianças pequenas. A infecção se desenvolve atrás do septo orbital, uma fina membrana que cobre a frente do globo ocular. A celulite periorbital pode se espalhar para a pele ao redor dos olhos e das pálpebras. Essa condição é menos grave que a celulite orbital, mas ainda requer tratamento imediato.

Sintomas da celulite orbital

A celulite orbital é uma infecção grave que afeta os tecidos gordurosos e musculares dentro da órbita ocular. Causa inflamação, dor, inchaço, bem como proptose, que é a protrusão ou deslocamento do olho para a frente.

Outros sintomas da celulite orbital são:

  • movimento ocular limitado ou dor ao tentar movimentar o olho;
  • visão prejudicada ou perda súbita de visão;
  • uma pálpebra vermelha e inchada;
  • dificuldade de abrir o olho;
  • secreção no olho infectado;
  • febre;
  • fadiga;
  • perda de apetite;
  • dor de cabeça.

Causas da celulite orbital

A principal causa da celulite orbital é a sinusite, uma infecção dos seios da face. Pesquisas sugerem que de 86% a 98% das pessoas com celulite orbital também têm sinusite.

Sem tratamento, as infecções sinusais podem se espalhar para a gordura e os músculos ao redor da cavidade ocular. Bactérias, como as espécies Staphylococcus aureus e Streptococci, também são causas comuns de celulite orbital.

Infecções menores da pálpebra também podem se espalhar para a parte posterior do olho, causando, assim, a celulite orbital. Menos comumente, as infecções bacterianas em outras partes do corpo podem viajar pela corrente sanguínea até a cavidade ocular.

Outras causas menos comuns do distúrbio ocular são:

  • lesão no olho que penetra no septo orbital;
  • complicações da cirurgia ocular;
  • abscessos na boca;
  • objeto estranho preso no olho;
  • asma.

Diagnóstico da doença

É vital que qualquer pessoa com sintomas de celulite orbital consulte um profissional de saúde imediatamente, pois o diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações graves. O diagnóstico começa com um exame físico do olho, feito por um oftalmologista.

O especialista verificará os sinais físicos de uma infecção da cavidade ocular, como vermelhidão, inchaço, dor e febre, por exemplo. Podem ser solicitados outros testes com o intuito de ajudar a determinar a extensão da infecção e o curso apropriado do tratamento.

Pode, ainda, ser coletada uma amostra de sangue ou da secreção ocular. Essas serão analisadas, a fim de se determinar que tipo de germe está causando a infecção.

O oftalmologista também pode recomendar exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, que geram imagens do interior da cabeça. Dessa forma, os exames permitem que o médico avalie até que ponto a infecção se espalhou e se há complicações envolvendo o cérebro ou o sistema nervoso central.

Tratamento da celulite orbital

As infecções podem se espalhar rapidamente e causar sérias complicações. Portanto, o tratamento imediato é essencial. As opções de tratamento padrão para a celulite orbital são antibióticos ou cirurgia.

Após o diagnóstico, é provável que o médico recomende o tratamento imediato com antibióticos. Esses medicamentos são eficazes contra uma ampla gama de bactérias, incluindo a Staphylococcus e a Streptococcus.

Pessoas com celulite orbital geralmente precisam permanecer internadas, enquanto os medicamentos são administrados, pois a doença pode se espalhar rapidamente. Assim, devem ser acompanhadas de perto para verificação dos sinais de que a infecção está piorando ou não está respondendo aos antibióticos.

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O que é ceratite bacteriana?

A ceratite bacteriana é um problema ocular sério. Se não for tratada adequadamente, pode levar a complicações que ameaçam a visão como, por exemplo:

  • cicatrizes na córnea;
  • perfuração;
  • endoftalmite (infecção no interior do olho);
  • cegueira.

Uma característica particular da ceratite bacteriana é sua rápida progressão, visto que a destruição da córnea pode ocorrer de 24 a 48 horas, com algumas das bactérias mais virulentas.

A ceratite bacteriana é uma infecção da córnea (a cúpula clara que cobre a parte colorida do olho) causada por bactérias. Ela pode afetar usuários de lentes de contato e, às vezes, pessoas que não usam lentes de contato. Na incidência de algum dos sintomas, as lentes devem ser retiradas e deve ser feita uma consulta imediata com o oftalmologista.

Sintomas da ceratite bacteriana

Os sintomas da ceratite bacteriana são:

  • dor e vermelhidão nos olhos;
  • visão embaçada;
  • sensibilidade à luz;
  • lacrimejamento excessivo;
  • descarga ocular.

Bactérias diferentes causam ceratite. As duas mais comuns são a Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. As bactérias são comuns na natureza e encontradas no ambiente e no corpo humano.

As Pseudomonas podem ser encontradas no solo e na água. Os Staphylococcus normalmente vivem na pele humana e no revestimento protetor interno do corpo, denominado membrana mucosa. A ceratite bacteriana não pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

Riscos da doença

Os riscos para o desenvolvimento de ceratite bacteriana são:

  • remodelagem temporária da córnea (para corrigir a miopia) usando uma lente de contato rígida durante a noite, também conhecida como ortoqueratologia;
  • não desinfetar bem as lentes de contato;
  • não limpar estojos de lentes de contato;
  • armazenamento ou lavagem de lentes de contato na água;
  • usar solução de lente visivelmente contaminada;
  • compartilhar lentes de contato não corretivas usadas para fins cosméticos;
  • lesões oculares recentes;
  • doença ocular;
  • sistema imunológico enfraquecido;
  • problemas nas pálpebras ou lacrimejamento.

Diagnóstico da ceratite bacteriana

É essencial que, ao se notar uma irritação ocular incomum, as lentes de contato sejam retiradas e não sejam usadas novamente até que o oftalmologista seja consultado. Para diagnosticar a ceratite bacteriana, o oftalmologista analisará os sintomas. Além disso, fará um exame do olho e poderá fazer uma pequena raspagem na córnea, para análise laboratorial.

Tratamento

A ceratite bacteriana é tratada, principalmente, com colírio antibiótico. O tratamento também pode envolver gotas de esteroides. Podem ser necessárias várias consultas com o oftalmologista.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado poderão preservar a visão. Em casos graves, pode haver a diminuição da visão e até mesmo cegueira, como resultado da infecção no centro da córnea. Às vezes,  é necessário um transplante de córnea para restaurar a visão.

Siga as instruções do oftalmologista para usar, limpar e armazenar as lentes de contato, para manter os olhos saudáveis. Conheça algumas dicas de cuidados com as lentes de contato a serem adotadas.

  • Lave as mãos com água e sabão;
  • Seque-as com uma toalha sem fiapos, antes de manusear as lentes;
  • Minimize o contato com a água. Remova as lentes antes de nadar ou entrar em uma banheira de hidromassagem;
  • Não lave ou guarde as lentes em água (água da torneira ou água estéril);
  • Não coloque as lentes na boca para molhá-las;
  • Siga a programação do oftalmologista para usar e substituir suas lentes;
  • Enxague o estojo da lente de contato com uma solução nova e não com água. Em seguida, deixe o estojo vazio ao ar livre;
  • Mantenha a caixa da lente de contato limpa e substitua-a regularmente, pelo menos a cada três meses. Ela pode ser uma fonte de contaminação e infecção;
  • Não use estojo de lente rachado ou danificado;
  • Não reutilize a solução antiga ou complete a solução no estojo da lente;
  • Nunca use as lentes após o armazenamento por 30 dias ou mais, sem desinfetá-las novamente.

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O que causa o bloqueio do canal lacrimal?

O bloqueio do canal lacrimal é comum em recém-nascidos. O problema geralmente melhora sem tratamento durante o primeiro ano de vida. Nos adultos, pode ser causado por uma lesão, infecção ou tumor. Trata-se, no entanto, de uma disfunção quase sempre corrigível. O tratamento depende da causa do bloqueio e da idade da pessoa afetada.

Se o duto lacrimal de um indivíduo é bloqueado, as lágrimas não escorrem normalmente e, dessa forma, o olho fica irritado. A condição é causada por uma obstrução parcial ou completa no sistema de drenagem de lágrimas.

Saiba mais sobre o problema, a seguir.

Sintomas do bloqueio do canal lacrimal

Os sinais e sintomas de um canal lacrimal bloqueado são:

  • lacrimejamento excessivo;
  • vermelhidão da esclera (parte branca do olho);
  • infecção ou inflamação ocular recorrente;
  • inchaço doloroso perto do canto interno do olho;
  • muco ou purulência pelas pálpebras e superfície do olho;
  • visão embaçada.

Causas do bloqueio do canal lacrimal

Os ductos lacrimais bloqueados podem ocorrer em qualquer idade. Em seguida, conheça as suas causas principais.

Bloqueio congênito

Muitas crianças nascem com um canal lacrimal obstruído, pois o sistema de drenagem de lágrimas pode não estar totalmente desenvolvido ou pode haver uma anormalidade congênita.

Alterações relacionadas à idade

Conforme se envelhece, as minúsculas aberturas que drenam as lágrimas podem ficar mais estreitas, causando bloqueio.

Infecção ou inflamação

Infecção crônica ou inflamação dos olhos, sistema de drenagem de lágrimas ou nariz podem causar obstrução dos canais lacrimais.

Lesão ou trauma

Uma lesão no rosto pode causar danos nos ossos ou cicatrizes perto do sistema de drenagem, interrompendo, então, o fluxo normal de lágrimas. Mesmo pequenas partículas de sujeira ou células soltas da pele alojadas no canal podem causar bloqueio.

Tumor

Um tumor no nariz ou em qualquer lugar ao longo do sistema de drenagem de lágrimas pode causar bloqueio.

Condições inflamatórias

Distúrbios que causam inchaço, como sarcoidose ou granulomatose com poliangiite (condição que provoca a inflamação dos vasos sanguíneos), podem aumentar o risco de desenvolver este problema.

Colírio

Raramente, pode causar a obstrução do canal lacrimal por uso a longo prazo de certos medicamentos colírios.

Tratamentos de câncer

O bloqueio do canal lacrimal é um possível efeito colateral da medicação quimioterápica e do tratamento com radiação para o câncer.

O sistema de drenagem das lágrimas

As glândulas lacrimais produzem a maior parte das lágrimas. Essas glândulas estão localizadas dentro das pálpebras superiores acima de cada olho. Normalmente, as lágrimas fluem das glândulas lacrimais sobre a superfície do olho e, assim, escorrem para os cantos internos das pálpebras superior e inferior.

As pálpebras têm pequenos canais que movem as lágrimas para o saco lacrimal, lado do nariz. As lágrimas passam, então, pelo ducto nasolacrimal, drenando para o seu nariz. Uma vez no nariz, as lágrimas são reabsorvidas.

Pode ocorrer bloqueio em qualquer ponto do sistema de drenagem de lágrimas. Quando isso acontece, elas não escorrem adequadamente. Assim sendo, os olhos ficam lacrimejantes e há maior risco de infecções oculares e inflamação.

Prevenção do bloqueio lacrimal

Para reduzir o risco de ter o canal lacrimal bloqueado, proceda tratamento imediato para inflamação ou infecção oculares. Siga as dicas seguintes, a fim de evitá-las.

  • lave bem as mãos e com frequência;
  • tente não esfregar os olhos;
  • substitua o delineador e o rímel regularmente;
  • nunca compartilhe esses cosméticos com outras pessoa;
  • mantenha as lentes de contato limpas, de acordo com as recomendações fornecidas pelo fabricante e pelo oftalmologista.

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Bloqueio do canal lacrimal: como é o tratamento?

Bloqueio do canal lacrimal: como é o tratamento?

Para diagnosticar o bloqueio do canal lacrimal, o médico perguntará sobre os sintomas, examinará os olhos e fará alguns testes. Ele também examinará a parte interna do nariz, a fim de determinar se algum distúrbio estrutural das passagens nasais está causando a obstrução. Havendo suspeita do bloqueio do canal lacrimal, serão realizados outros testes para encontrar a localização do bloqueio.

Conheça melhor o problema, a seguir.

Fatores de risco para o bloqueio do canal lacrimal

Certos fatores aumentam o risco de bloqueio do canal lacrimal. Saiba quais são eles em seguida.

Idade e sexo

As mulheres mais velhas correm maior risco de desenvolverem o problema, devido a alterações relacionadas à idade.

Inflamação ocular crônica

Se os olhos estão continuamente irritados, vermelhos e inflamados (conjuntivite), há um risco maior de ter o canal lacrimal bloqueado.

Cirurgia prévia

Cirurgias nos olhos, pálpebras, ou de sinusite podem deixar algumas cicatrizes, que possivelmente causem o bloqueio do canal lacrimal.

Glaucoma

Medicamentos para glaucoma, além de outros fármacos tópicos para os olhos, aumentam o risco de obstrução do canal lacrimal.

Tratamento para câncer

Radiação ou quimioterapia para tratar o câncer, principalmente se a radiação for focada no rosto ou cabeça, também aumentam o risco de desenvolver o problema.

Tratamento do bloqueio do canal lacrimal

O tratamento dependerá do que está causando o bloqueio do canal lacrimal. Por isso, o indivíduo pode até precisar de mais de uma abordagem para corrigir o problema. S

e um tumor estiver causando o bloqueio, por exemplo, o tratamento terá como alvo a sua causa. Pode ser realizada uma cirurgia para remover o tumor ou o médico pode recomendar o uso de outros tratamentos para reduzi-lo.

Se o médico suspeitar de uma infecção, ele poderá prescrever colírios ou antibióticos a fim de combatê-la.

Os bebês nascidos com um canal lacrimal bloqueado geralmente melhoram sem nenhum tratamento. Isso pode acontecer à medida que o sistema de drenagem amadurece, durante os primeiros dois meses de vida. Se, no entanto, o canal lacrimal do bebê não estiver melhorando, o médico pode ensinar uma técnica de massagem especial para ajudar a abrir a membrana.

Se a causa do bloqueio lacrimal for lesão facial, o médico pode sugerir esperar alguns meses para ver se a condição melhora à medida que a lesão cicatriza. Enquanto o inchaço diminui, os canais lacrimais podem ser desbloqueados naturalmente.

Usando a técnica de dilatação, o médico amplia as aberturas com um instrumento especial e insere uma sonda fina através do canal e no sistema de drenagem das lágrimas. Para bebês, essa técnica é realizada sob anestesia geral.

Para adultos com o canal parcialmente estreitado, o médico pode dilatar o canal com uma pequena sonda. Este é um procedimento ambulatorial simples que, geralmente, fornece, ao menos, alívio temporário dos sintomas.

Como é a cirurgia de desobstrução?

A cirurgia comumente usada para tratar canais lacrimais bloqueados é denominada dacriocistorrinostomia. O procedimento abre a passagem para as lágrimas escorrerem pelo nariz novamente. As etapas variam, dependendo da localização exata e da extensão do bloqueio, bem como da experiência e preferências do cirurgião.

Após a cirurgia, será necessário usar um spray descongestionante nasal e colírios, com o intuito de evitar infecções e reduzir a inflamação. Depois de três a seis meses, deverá haver retorno ao consultório do médico para remover os stents usados ​​para manter o novo canal aberto durante o processo de cicatrização da cirurgia para bloqueio do canal lacrimal.

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Como prevenir a ceratite bacteriana pelo uso de lentes de contato?

As lentes de contato são uma alternativa conveniente e confortável aos óculos, para muitas pessoas. Entretanto, elas não podem ser usadas o tempo todo. Além disso, se não forem limpas e se não for tomado cuidado adequado, é bastante provável ocorrer uma infecção ocular, como a ceratite bacteriana.

Usuários de lentes de contato têm um risco maior de contrair a ceratite, uma infecção da córnea, também chamada de úlcera da córnea. Vírus, bactérias, fungos e um parasita ocular raro, mas grave, podem causar o problema.

Além disso, é mais fácil contrair conjuntivite, quando se usam lentes de contato. Essa infecção provém de uma bactéria ou vírus na fina membrana que cobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras.

Saiba mais sobre a ceratite bacteriana e como preveni-la, a seguir.

Sintomas da ceratite bacteriana

Deve-se interromper o uso das lentes de contato imediatamente, se ocorrerem os seguintes sintomas:

  • dor e vermelhidão nos olhos;
  • visão embaçada;
  • sensibilidade à luz;
  • lacrimejamento excessivo;
  • inchaço;
  • comichão, ardor ou sensação de que há algo nos olhos.

Não é necessário jogar as lentes fora. Devem ser guardadas no estojo e levadas quando o oftalmologista for consultado. Elas poderão direcionar o diagnóstico, uma vez que as culturas às vezes são retiradas das lentes de contato para determinar o que está causando a infecção. Esses sintomas também podem ser uma reação alérgica às próprias lentes, ou outro fator que cause irritação nos olhos, como o pólen, por exemplo.

Fatores de risco para a ceratite bacteriana

Conheça alguns fatores que podem aumentar o risco de ceratite bacteriana.

Lentes de contato

O uso de lentes de contato – principalmente quando se dorme com elas – apresenta risco maior de ceratite infecciosa e não infecciosa. O risco normalmente decorre de usá-las por mais tempo do que o recomendado, desinfecção inadequada, bem como o uso desnecessário delas.

Imunidade reduzida

O sistema imunológico pode ser comprometido devido a doenças ou medicamentos, aumentando, assim, o risco de se desenvolver ceratite.

Corticosteroides

O uso de colírios de corticosteroides para tratar um distúrbio ocular pode aumentar o risco de desenvolvimento de ceratite infecciosa ou piorar a ceratite existente.

Lesão ocular

Qualquer lesão na córnea, ainda que no passado, torna o olho mais vulnerável ao desenvolvimento de ceratite.

Prevenção da ceratite

A fim de prevenir a ceratite bacteriana por uso de lentes de contato, siga as instruções do oftalmologista para usar, limpar e armazená-las. Em seguida, confira algumas dicas de cuidados importantes.

  • Lave as mãos com água e sabão;
  • Seque-as com uma toalha sem fiapos antes de manusear suas lentes;
  • Minimize o contato com a água. Remova as lentes antes de nadar ou entrar em uma banheira de hidromassagem;
  • Não lave ou guarde suas lentes em água (da torneira);
  • Não coloque as lentes na boca para molhá-las;
  • Não use solução salina e soro para desinfetar as lentes;
  • Siga a programação do seu oftalmologista para usar e substituir suas lentes;
  • Use o método esfregar e enxaguar para limpar as lentes. Esfregue-as com os dedos e depois enxágue com solução antes de colocar em imersão;
  • Enxágue o estojo das lentes com uma solução nova – não com água. Em seguida, deixe a caixa vazia ao ar livre;
  • Mantenha a caixa das lentes limpa e substitua-a regularmente, ao menos a cada três meses. Ela pode ser uma fonte de contaminação e infecção;
  • Não use estojos de lente rachados ou danificados;
  • Não reutilize a solução antiga nem complete a solução no estojo da lente;
  • Não transfira a solução da lente de contato para recipientes menores;
  • Não permita que a ponta do frasco da solução toque qualquer superfície. Mantenha a garrafa bem fechada quando não estiver em uso;
  • Nunca use as lentes após o armazenamento por 30 dias ou mais, sem desinfetá-las novamente.

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Visão embaçada: 6 doenças que podem ser a causa do problema

Visão embaçada: 6 doenças que podem ser a causa do problema

Uma visão clara e nítida é fundamental para entender o mundo, desde a leitura de sinais de trânsito até a convivência em casa. A visão turva é como se algum filtro fosse colocado nos olhos e a vida passa a não ter mais foco. Outras maneiras de descrever a visão embaçada são visão nublada ou visão fraca.

A visão é uma das funções corporais mais importantes. Por isso, é essencial cuidar dos olhos, mesmo não havendo dor ou qualquer problema aparente. No entanto, se você observar que está com a visão turva, é importante levar a sério. Pode não ser nada, ou pode ser um sintoma de uma condição muito séria que, se detectada precocemente, pode ser gerenciada ou até curada.

Entenda o que pode causar a visão embaçada, a seguir.

Causas da visão embaçada

A visão embaçada pode ser completamente afetada ou apenas em parte. Isso pode incluir a visão periférica, inclusive. A visão pode também ficar embaçada em apenas um olho.

As causas mais comuns são para esta condição, incluem:

  • erros de refração, como miopia ou astigmatismo;
  • abrasões na córnea;
  • degeneração macular relacionada à idade;
  • catarata;
  • opacificação da córnea ou cicatrização;
  • retinite infecciosa (inflamação da retina no olho);
  • enxaqueca;
  • neurite óptica (inflamação do nervo óptico);
  • retinopatia, como retinopatia diabética;
  • acidente vascular cerebral;
  • trauma ou lesão nos olhos;
  • diabetes – se os níveis de açúcar no sangue flutuarem significativamente.

A maioria das pessoas experimenta mudanças na visão gradualmente, ao longo de um período de meses ou anos. Nesses casos, é comum vê-las movimentando livros e revistas para mais perto ou para mais longe, a fim de ver as letras. Esse tipo de mudança é comum, principalmente à medida que se envelhece.

O caso da visão embaçada repentina é diferente. Não havendo nenhuma alteração na visão, mesmo usando óculos ou lentes de contato, e a visão se tornar pior em questão de minutos ou horas, pode ser o sinal de condições graves. Pode ser resultado de 6 doenças, que são descritas em seguida.

1 – Diabetes

Indivíduos diabéticos correm o risco de retinopatia diabética, causada pelo baixo nível de açúcar no sangue, que resulta em vasos sanguíneos danificados na retina, a parte do olho que sente a luz. Esses vasos podem, então, causar inchaço da parte da retina denominada mácula e contribuir para a degeneração macular. A degeneração ocular do diabético pode causar visão embaçada ou manchada e pode levar à cegueira, se não for diagnosticada e tratada.

2 – Acidente vascular cerebral (AVC)

Visão turva repentina também é um sintoma de acidente vascular cerebral, ou seja, derrame. Os derrames impedem o fluxo sanguíneo no cérebro e podem causar visão embaçada, visão dupla ou súbita perda de visão. Outros sinais de alerta de AVC incluem tontura, músculos faciais caídos, confusão, problemas de equilíbrio, dificuldade para falar claramente, bem como perda de sensibilidade em um braço.

3 – Esclerose múltipla

A visão turva inesperada é um dos primeiros sintomas da esclerose múltipla (EM). A EM causa inflamação ao longo do nervo óptico, que conecta os olhos ao cérebro. Dessa forma, ocorre a neurite óptica, que pode ocasionar visão embaçada, perda da visão de cores e dor ao mover os olhos. Muitas vezes acontece em apenas um olho. Os sintomas da EM, sua gravidade e a frequência variam muito de pessoa para pessoa.

4 – Tumor cerebral

Um tumor em qualquer parte do cérebro pode causar pressão dentro do crânio. Isso pode causar muitos sintomas, incluindo visão embaçada. Contudo, há também outros sinais de alerta de um tumor cerebral. São eles sonolência incomum, dor de cabeça que não passa, convulsões, náusea e vômito.

5 – Dor de cabeça

Alterações da visão também podem sinalizar enxaqueca. Pessoas suscetíveis à enxaqueca geralmente se encontram debilitadas por dias ou semanas. Visão embaçada, sensibilidade dos olhos à luz e pontos de visão podem ocorrer antes e durante os episódios de enxaqueca.

6 – Glaucoma

O glaucoma exerce pressão sobre os olhos em intensidade prejudicial. É, entretanto, conhecido como uma doença silenciosa. Assim sendo, quando se percebe mudança na visão, a doença já está em estado avançado.

A Glaucoma Research Foundation recomenda que a pressão dos olhos seja verificada com a seguinte frequência:

  • uma vez a cada dois a quatro anos, com menos de 40 anos de idade;
  • a cada três a cinco anos, dos 40 aos 54 anos;
  • pelo menos a cada dois anos após os 55 anos;
  • todos os anos após os 65 anos.

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Arco senil: sintomas, causas e tratamentos

Arco senil: sintomas, causas e tratamentos

O corpo humano emite diversos sinais de envelhecimento. Pode ser a pele enrugada, cabelos brancos ou uma articulação que não funciona do mesmo jeito. O que poucas pessoas sabem é que os olhos também dão sinais como, por exemplo, a formação do arco senil, também conhecido como gerontoxo.

Essa condição atinge cerca de 60% das pessoas entre 60 e 80 anos, mas adolescentes e adultos também podem desenvolvê-la. Nesses casos a doença é denominada arco juvenil ou arco corneano.

O que é arco senil?

Arco senil é o nome dado a um arco de coloração branca, cinza ou azulada que aparece ao redor da córnea. Ele é composto de lipídios (gordura), geralmente colesterol.

A tendência é que o arco aumente com o passar do tempo, mas a doença não indica dano oftalmológico. Consequentemente, não afeta a visão.

Entretanto, a condição pode sinalizar um aumento da taxa de colesterol no sangue, doenças hereditárias, como a hipercolesterolemia, e algumas síndromes metabólicas. Por isso, é importante consultar outros médicos para entender os sinais.

O principal sintoma do arco senil é o círculo ao redor da córnea, sem perda de acuidade visual. Não há registro de outras manifestações características da doença.

Causas

A causa majoritária para o aparecimento do gerontoxo é o processo de envelhecimento. Apesar disso, em algumas situações, o excesso de gordura no sangue pode se acumular na região da córnea, formando o círculo. Ele pode surgir inicialmente pela metade e ir completando a esfera com o passar do tempo.

O aumento da taxa de colesterol, associado a uma dieta rica em gorduras também pode ser determinante.

Essa condição ocorre porque os vasos sanguíneos dos olhos ficam mais largos com o passar do tempo. Além disso, o envelhecimento favorece o acúmulo de gordura nos vasos da região dos olhos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do arco senil deve ser feito por um oftalmologista. Por isso, ao perceber a incidência de um círculo cinza ou azulado no olho, faça uma consulta.

Durante essa consulta, o especialista verificará a existência do depósito de gordura, seja visualmente ou com auxílio de um biomicroscópio. Também é analisado se ocorre aterosclerose, isto é, obstrução das artérias por gordura.

Caso haja suspeita de que o gerontoxo seja causado por aumento do colesterol, o médico poderá solicitar um exame de sangue, a fim de verificar incidência de hipercolesterolemia. Caso seja comprovada, o tratamento pode incluir medicamentos para controle do colesterol e mudança de hábitos como, por exemplo, uma dieta com baixo teor de gordura e prática de atividades físicas.

Se a doença não for relacionada com o colesterol alto, não há nenhuma recomendação de tratamento, pois como mencionado, não existe prejuízo para a visão.

Tratamentos com fim estético para o desaparecimento do arco senil não são recomendados pela comunidade médica, visto que a eficácia ainda não foi comprovada, bem como os efeitos colaterais. A doença não tem cura, porém, de forma isolada, também não apresenta nenhum risco para a saúde.

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Qual a relação entre demência e saúde ocular?

Qual a relação entre demência e saúde ocular?

A demência, especialmente o Alzheimer, atrai atenção de médicos e pesquisadores ao redor do mundo. Isso se deve principalmente ao fato de que os fatores ligados ao surgimento da doença ainda são obscuros. Estudos mais recentes comprovaram uma relação direta entre a saúde dos olhos e esse tipo de doença.

O objetivo deste texto é apresentar o que há de novidade em relação à demência e à oftalmologia. Para saber mais, acompanhe em seguida.

Os olhos e o cérebro

O cérebro humano desempenha um papel muito importante. Isso porque ele é capaz de receber as informações reunidas pelos olhos e transformá-las em uma imagem compreensíveis. Além disso, o nervo óptico conecta diretamente o cérebro à parte posterior do olho.

Pesquisas recentes também comprovaram que doenças cerebrais podem afetar os olhos, uma vez que o nervo óptico e a retina são tecidos cerebrais que se estendem para fora da caixa do cérebro.

Como a demência e o Alzheimer afetam os olhos

Existem diversos tipos de demência. A mais comum, entretanto, é o Alzheimer, responsável por cerca de 70% dos casos. A doença é causada pelo acúmulo de proteínas no cérebro, gerando a morte das células e dificultando a conexão entre os neurônios.

Entre os sintomas mais comuns estão a perda de memória, dificuldade de pensar e desorientação. Porém, problemas de visão já estão sendo relacionados entre os principais sinais da doença. Afinal, muitos indivíduos apresentam dificuldade para ler, seguir objetos em movimento ou apresentam problemas de contraste.

Pesquisas prometem avanços

Um estudo realizado na Universidade de Washington, em St. Louis, mostra que examinar atentamente a retina pode ajudar a detectar a doença de Alzheimer em seus estágios iniciais. Visto que a retina é composta por tecido cerebral, alterações no órgão causadas pela demência podem ser percebidas no exame de vista.

Na pesquisa, foi utilizada uma angiografia tomográfica de coerência óptica (OCTA). É exame simples, que pode ser realizado na maioria das clínicas oftalmológicas. Durante o procedimento, os médicos perceberam, então, mudanças na retina das pessoas que tinham sinais biológicos do Alzheimer.

Essa descoberta pode ser um grande passo no diagnóstico do Alzheimer, pois atualmente a maioria dos testes são caros e realizados somente após o surgimento dos sintomas. Com o OCTA, pode ser possível diagnosticar a doença ainda nos estágios iniciais.

Um outro estudo, dessa vez do Hospital Universitário de Berna, na Suíça, está analisando uma nova técnica de imagem denominada oftalmoscopia por imagem por fluorescência ao longo da vida (FLIO). Eles detectaram a proteína beta-amiloide na retina, justamente uma das proteínas que se acumula no cérebro de quem é acometido de Alzheimer.

Há, ainda, pesquisas que indicam alterações no tecido ocular de pessoas com outras doenças cerebrais como, por exemplo, Creutzfeldt-Jacob (doença da vaca louca) e doença de Parkinson.

Apesar de a comunidade médica ainda não ter apresentado nenhum dado concreto, muitos avanços estão sendo mapeados em estudos clínicos e pesquisas. Em breve haverá novidades no tratamento da demência e, com certeza, parte dessas descobertas só foram possíveis graças às conexões olho-cérebro.

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