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Conjuntivite: sintomas, causas e tratamentos

Conjuntivite: sintomas, causas e tratamentos

A variação de temperatura e as mudanças de estação são ambientes favoráveis para o desenvolvimento de algumas doenças. No verão, por exemplo, costumam ocorrer surtos de conjuntivite, um problema ocular que se caracteriza pela inflamação da conjuntiva.

Assim, para evitar o desconforto dos sintomas e tratar o quadro o mais breve possível, você precisa conhecer mais sobre a doença. Então, leia este post e encontre as informações mais importantes sobre o tema.

O que é conjuntivite?

Trata-se de uma doença ocular provocada pela infecção e/ou inflamação da conjuntiva, uma membrana fina e transparente que reveste a esclera (parte branca do globo ocular) e a região interna das pálpebras superior e inferior.

Ainda, essa membrana contém diversos vasos sanguíneos. Quando há uma inflamação, esses vasos aumentam de volume, provocando a vermelhidão nos olhos. Da mesma forma, a parte interna das pálpebras muda de coloração, ficando avermelhada.

Na maioria dos casos, a conjuntivite permanece por até 15 dias. Porém, esse tempo varia de acordo com o agente causador da inflamação. Além disso, pode surgir em apenas um dos olhos ou em ambos.

Ademais, essa doença ocular é classificada de diferentes maneiras. Seguindo o critério de evolução, pode ser aguda, subaguda e crônica. No que diz respeito à secreção produzida, pode ser serosa, mucosa, purulenta e mucopurulenta.

Quais as causas?

A conjuntivite também é dividida de acordo com a causa, sendo cada uma provocada por um agente diferente. De modo geral, essa inflamação pode surgir em decorrência da ação dos seguintes agentes:

  • viral: provocada pelo vírus Adenovírus, sendo o tipo mais comum contagioso da doença. Geralmente, o contágio ocorre pelo contato com superfícies contaminadas com secreções oculares. Além disso, tende a surgir em um olho e depois transmite-se para o outro;
  • bacteriana: pode ser provocada por cinco diferentes tipos de bactérias, sendo também transmitida pelo contato com secreções contaminadas. Na maioria dos casos, o contágio se dá pelo contato com roupas ou toalhas de pessoas com a inflamação;
  • alérgica: ocorre quando os olhos entram em contato com algum alérgeno presente no ar, tais como, pelo de animal, mofo, pólen e poeira. Embora não seja transmissível, costuma provocar mais desconforto que os outros tipos.

Além dessas causas mais comuns, a conjuntivite também pode surgir em decorrência da ação de fungos, protozoários, agentes químicos ou por radiação. No entanto, essas são formas menos frequentes.

Quais os sintomas mais comuns?

Apesar de variar de acordo com o tipo da doença, alguns sintomas costumam estar presentes em todos os pacientes. O sinal mais evidente é a vermelhidão em um ou nos dois olhos.

Ademais, em estágio inicial, os pacientes podem apresentar lacrimejamento excessivo e hipersensibilidade à luz (fotofobia). Usualmente, há o inchaço das pálpebras, prurido e dor ocular. Outro sintoma característico é a presença de secreção.

Como é o tratamento?

O tratamento desta doença ocular depende do agente causador. Quando provocada por vírus, a inflamação tende a desaparecer espontaneamente, sem a necessidade de tratamento. Se necessário, o médico pode prescrever colírios de corticóides e lágrimas artificiais.

Por outro lado, o tipo bacteriana exige tratamento, que é feito com o uso de colírios antibióticos prescritos pelo oftalmologista. Para os casos alérgicos, o primeiro passo é identificar a causa da reação. Com isso, o médico poderá prescrever colírios específicos para o caso.

Portanto, mesmo com todo o incômodo que provoca, a conjuntivite é uma doença ocular de fácil resolução. Contudo, sempre busque orientação de um oftalmologista para o tratamento, evitando a automedicação.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito felizes em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho como oftalmologistas em Belo Horizonte!

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Tudo o que você precisa saber sobre glaucoma

Tudo o que você precisa saber sobre glaucoma

Segundo dados do Ministério da Saúde brasileiro, o glaucoma é uma doença que acomete mais de 67 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, há escassez de informações sobre a prevalência da doença na população, mas estima-se que seja de 1%.

Você conhece os perigos desta doença? Sabe como ela é causada? Caso tenha respondido negativamente a, pelo menos, uma dessas afirmações, recomendamos a leitura deste post. A seguir, explicamos tudo sobre o assunto.

O que é glaucoma?

Trata-se de uma doença ocular provocada pela elevação da pressão intraocular que lesiona o nervo óptico e compromete a visão do indivíduo. O não tratamento desta condição pode levar à cegueira total.

Ainda, o nervo óptico é o responsável por conectar o olho ao lobo occipital e por conduzir as imagens da retina até o cérebro. Quando o glaucoma afeta essas fibras nervosas, elas morrem gradualmente, afetando a visão do paciente.

Ademais, a pressão intraocular deve ser manter dentro dos limites, variando entre 15 e 21 mm/Hg. Para preservar essa pressão, o organismo produz o humor aquoso, um líquido transparente que nutre a córnea e o cristalino.

Outrossim, o humor aquoso é produzido no corpo ciliar, situado atrás da íris. Para cumprir sua função, esse líquido flui para a parte da frente do olho e depois é drenado. O glaucoma ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção do humor aquoso e sua drenagem, aumentando a pressão intraocular.

Quais são os sintomas?

O glaucoma é considerado uma doença silenciosa, pois os primeiros sintomas só surgem quando o nervo óptico já foi afetado. Nesses casos, há a perda de visão lateral, formação de pontos cegos no campo visual, dor ocular intensa, perda de visão repentina, halos coloridos em volta da luz, visão enevoada, dor de cabeça e olho avermelhado.

Quais são as causas?

Existem diferentes tipos de glaucoma, sendo classificado de acordo com sua causa e gravidade dos sintomas. São eles:

  • glaucoma de ângulo aberto: é o tipo mais comum e está associado ao histórico familiar da doença e pressão intraocular elevada;
  • de ângulo fechado: ocorre quando há o fechamento da região responsável por drenar o humor aquoso. Esse tipo é mais frequente em orientais e hipermetropes;
  • de pressão normal: quando o nervo óptico é lesionado sem que haja aumento da pressão intraocular;
  • primário: não tem causa definida;
  • secundário: está relacionado com algum doença sistêmica ou ocular, tais como, tumores, catarata, trauma facial, infecções, inflamações e uso de corticoides;
  • congênito: quando está presente em crianças e bebês desde o nascimento, sendo um tipo raro da doença.

Como é o tratamento?

Embora não possa ser curado, o glaucoma e seus sintomas podem ser controlados. Para isso, é necessário que seja diagnostico em seu estágio inicial. Nesses casos, o tratamento inclui o uso de medicamentos, realização de cirurgias ou a combinação dessas alternativas.

Ainda, a abordagem inicial para tratar essa doença é o uso de fármacos em formato de colírio. O objetivo deste medicamento é reduzir a pressão ocular e estabilizar a progressão da doença. Porém, o sucesso do tratamento depende da disciplina do paciente em utilizar o colírio.

Quando o tratamento convencional não traz o resultado esperado, a cirurgia se torna a alternativa mais eficaz. O procedimento pode ser feito a partir das seguintes técnicas:

  • trabeculoplastia: é uma técnica não invasiva e consiste na aplicação de laser para a correção do problema. A cirurgia é indolor e pode levar até 15 minutos;
  • iridotomia periférica a laser (LPI): indicada para o glaucoma de ângulo fechado, o procedimento utiliza-se de laser para fazer uma abertura que permita a passagem do humor aquoso;
  • trabeculotomia: técnica convencional realizada apenas quando outras alternativas não foram eficientes. A cirurgia visa criar uma abertura na esclera para drenar o humor aquoso;
  • MIGS: a cirurgia minimamente invasiva para glaucoma consiste na colocação de um stent para reduzir a pressão intraocular. O procedimento é indicado apenas para o tipo de ângulo aberto.

Enfim, o glaucoma é uma doença grave e que precisa ser diagnosticada precocemente. Porém, além de visitar regularmente o oftalmologista, o paciente também precisa seguir a orientação médica para tratamento do quadro.

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Descolamento de retina: o que é e como tratar?

Descolamento de retina: o que é e como tratar?

À medida que envelhecemos, precisamos dar mais atenção aos cuidados com a saúde, principalmente a ocular. Caso contrário, ficamos mais suscetíveis a desenvolver doenças que afetam a visão, como, por exemplo, o descolamento da retina.

Você já ouviu falar nessa patologia? Caso não, continue a leitura do post. Entender mais sobre o problema contribui para que você consiga identificá-lo previamente e busque o tratamento precoce.

O que é descolamento da retina?

Trata-se de uma doença que se caracteriza pela separação entre a retina e a parede posterior do olho. Com isso, ela deixa de receber a quantidade de sangue e oxigênio necessária, iniciando um processo de degeneração e morte celular.

Dessa forma, o descolamento da retina é considerado uma situação grave e emergencial, pois pode levar à cegueira total. O problema está diretamente relacionado ao envelhecimento e, por isso, é mais frequente após os 50 anos. Porém, pode acometer pacientes jovens.

Ainda, o globo ocular é formado quase que em sua totalidade pelo humor vítreo. Atrás dessa substância gelatinosa está a retina, uma fina camada responsável pela captação e transmissão de impulsos para o cérebro que, posteriormente, os transforma em imagens.

Como ocorre?

O descolamento da retina é classificado de acordo com sua causa, podendo ser: regmatogênito, exsudativo ou tracional. No primeiro caso, há o descolamento do vítreo, o que provoca a rasgadura da retina. Com isso, o líquido extravasa para o fundo do olho.

Ainda, esse é o tipo mais comum e está relacionado com traumas que lesionam os olhos, miopia grave não tratada, complicações da cirurgia de catarata, degeneração em treliça da retina e histórico familiar dessa doença ocular.

Já no descolamento exsudativo (seroso) não há o rompimento da retina. O problema ocorre pelo acúmulo de líquido do próprio organismo oriundo de um processo inflamatório ou de tumores em outra parte do corpo.

Ademais, o descolamento tracional surge pela formação de um tipo de membrana na superfície da retina ou do vítreo. Com isso, preenchem o espaço na região e empurram a parte neurossensorial da retina, fazendo com que se separe do epitélio pigmentar. Este tipo pode ser causado por retinopatias diabéticas.

Quais os sintomas mais comuns?

Os sintomas surgem antes do total descolamento da retina, permitindo que o paciente procure tratamento assim que identificá-los. Os sinais mais característicos são visão turva e embaçada, sombra central ou periférica na visão, flashes luminosos e moscas volantes.

Existe tratamento?

Na maioria dos casos, o descolamento pode ser tratado e curado. Para isso, é necessário realizar o reparo cirúrgico. O procedimento consiste em selar as rupturas através da aplicação de laser ou pela crioterapia (terapia de congelamento).

Ademais, em casos mais graves, pode ser necessário realizar a introflexão escleral, que consiste em colocar uma bandagem de silicone em torno do olho para unir a retina à parede do olho.

Outra possibilidade é a remoção do gel vítreo localizado atrás do cristalino e na frente da retina, técnica chamada de vitrectomia. Em descolamentos menores, o profissional pode realizar a retinopexia pneumática, que consiste no uso de bolhas de gás para manter a retina no lugar.

Quando o descolamento da retina está relacionado com outra doença, como o diabetes, utiliza-se a vitrectomia e o paciente deve tratar essa condição pré-existente. Em casos que não há rasgadura da retina, o uso de corticosteróides ou imunossupressores é suficiente.

Portanto, esteja atento aos sinais enviados pelo corpo. Assim, será possível tratar o descolamento de retina antes que ele ocorra. Além disso, consulte regularmente com um oftalmologista e promova a sua saúde ocular.

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Síndrome do olho seco: sintomas, causas e tratamento

Síndrome do olho seco: sintomas, causas e tratamento

A ausência de lágrimas em quantidade suficiente para manter os olhos lubrificados ocasiona um problema chamado de síndrome do olho seco. Embora possa ser unilateral, o mais comum é que afete os dois olhos.

Você já ouviu falar nessa condição? Quer conhecer os sintomas, causas e tratamentos para ela? Então, não deixe de ler este post. A seguir, abordaremos os principais tópicos a respeito do tema.

O que é a síndrome do olho seco?

Trata-se de uma doença de grande incidência na população e que se caracteriza pela incapacidade das lágrimas em fornecer a lubrificação adequada para os olhos. Com isso, o paciente passa a manifestar diversos sintomas que afetam sua qualidade de vida.

Ainda, a síndrome é mais comum em locais de clima seco. Além disso, é mais frequente em homens e mulheres acima de 50 anos. Quando não tratada, a doença pode até levar à cegueira.

No entanto, a secura dos olhos nem sempre está relacionada com a síndrome ou com outra doença ocular. Em determinadas situações, a poluição ambiental, a exposição excessiva ao sol ou ao ar condicionado podem facilitar a evaporação das lágrimas.

Ademais, as lágrimas são produzidas pelas glândulas lacrimais. Quando piscamos, elas se espalham, formam o filme lacrimal e deixam a superfície corneana mais brilhante e transparente.

Esse filme lacrimal é composto pelas camadas lipídica, aquosa e mucina. A lipídica é responsável por evitar a evaporação da lágrima. Já a mucina traz a adesividade do filme à córnea. A aquosa é mais espessa e constituída de água. Assim, quando os olhos são considerados secos, uma ou mais dessas camadas podem estar ausentes, ou deficientes.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais característicos da síndrome do olho seco são a sensação de olho seco e o lacrimejamento excessivo. Este último ocorre por ação dos olhos, que tentam eliminar o problema na superfície ocular. Além desses, os pacientes também podem apresentar os seguintes sinais:

  • sensação de areia ou corpo estranho nos olhos;
  • ardência e vermelhidão;
  • visão embaçada ou turva;
  • hipersensibilidade à luz.

Quais são as causas?

A síndrome do olho seco é uma condição crônica que ocorre em função da baixa produção de lágrimas ou pela deficiência de algum dos seus componentes. Em alguns casos, está relacionada com doenças sistêmicas ou autoimunes.

Ademais, o problema também pode ser causado  por alterações nas pálpebras. Além disso, os seguintes fatores de risco podem favorecer o seu desenvolvimento: ausência de vitamina A, ter mais de 50 anos, utilizar lentes de contato, uso de anticoncepcionais ou de medicamentos para acne, antidepressivos e diuréticos.

Como é o tratamento?

O tratamento da síndrome pode variar de acordo com a gravidade e a origem da condição. Entre as principais possibilidades de tratamento, podemos citar o uso de colírios lubrificantes e/ou de anti-inflamatórios e implante de plug lacrimal para manter a qualidade necessária da lágrima.

Outrossim, é possível adotar algumas medidas de prevenção, como, por exemplo, manter-se hidratado, evitar consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína, não fumar e piscar o olho sempre que utilizar o computador por longos períodos.

Portanto, a síndrome do olho seco é uma condição de fácil resolução. Para evitar as complicações do quadro, mantenha uma rotina de visitas ao oftalmologista. Assim, você terá o diagnóstico e tratamento precoce.

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Miopia: causas, sintomas e tratamentos

Miopia: causas, sintomas e tratamentos

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), os diagnósticos de miopia no Brasil devem crescer 89% entre 2020 e 2050. No entanto, com a utilização crescente de dispositivos com telas digitais, essa expectativa pode ser superada.

Você entende qual a relação entre esse erro refrativo e o uso de celulares? Conhece os sintomas provocados por essa condição? Caso não, recomendamos a leitura deste post. Nele, você encontrará as informações mais importantes sobre o tema.

O que é miopia?

Trata-se de um problema de visão que se caracteriza pela dificuldade em focalizar objetos à distância, sem qualquer alteração na capacidade de enxergar objetos próximos. Neste sentido, traz grande impacto na qualidade de vida do paciente, pois impede que realize atividades rotineiras.

Ainda, a miopia pode se desenvolver de forma rápida ou gradual. Geralmente, a piora no quadro ocorre ainda na infância e na adolescência. Porém, esse erro refrativo costuma ser de simples resolução.

Ademais, em pessoas saudáveis, o formato do olho, do cristalino e da córnea é arredondado e permite que a luz seja refratada de modo que se una em um único ponto na retina. Com isso, o cérebro recebe os impulsos necessários para criar imagens nítidas.

Dessa forma, a miopia surge quando há uma alteração nessas estruturas. Na maioria dos casos, o formato do olho é mais alongado que o normal, o que faz com que os raios de luz incidam antes na retina. Outra possibilidade é a curvatura da córnea ser maior que o padrão, ocasionando erro na refração da luz.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sinais de miopia surgem até os 12 anos e tendem a piorar na adolescência. Assim, o sintoma mais característico é a falta de nitidez na visualização de objetos à distância. Outras manifestações comuns do quadro são:

  • dor de cabeça constante;
  • o indivíduo semicerra os olhos para enxergar com mais nitidez;
  • na escola, tem dificuldade para ler o que está no quadro e, ao escrever, sempre aproxima muito o rosto da mesa;
  • cansaço excessivo após dirigir ou ler;
  • necessidade frequente de esfregar ou de piscar os olhos.

Quais são as causas?

A miopia ocorre quando há uma alteração no formato dos olhos, prejudicando a formação das imagens. A condição pode ser classificada de acordo com sua causa:

  • congênita: quando está presente desde o nascimento. Nesses casos, há um alto grau de miopia que permanece durante toda a vida;
  • axial: quando o globo ocular é mais alongado;
  • curvatura: ocorre em função do aumento da curvatura da córnea ou do cristalino;
  • secundária: quando está associada a outras patologias, tais como, catarata nuclear, trauma na face ou cirurgia para glaucoma.

Geralmente, as alterações de tamanho nas estruturas oculares estão relacionadas com a genética do paciente. Porém, este erro de refração pode estar associado com a presença de outros fatores de risco, tais como:

  • leitura prolongada, principalmente por crianças;
  • uso excessivo de dispositivos eletrônicos;
  • traumatismos oculares que afetam o cristalino;
  • diabetes mellitus descompensada.

Como é o tratamento?

Existem duas formas de tratar a miopia. A primeira e mais comum é pelo uso de óculos de grau ou de lentes de contato prescritas por um oftalmologista. Outra alternativa é a cirurgia refrativa que, apesar de ser invasiva, traz resultados duradouros e diminui a necessidade de óculos ou lentes.

Então, para evitar o agravamento do quadro e eliminar os sintomas provocados pela miopia, faça exames de acuidade visual regularmente. Para isso, crie o hábito de realizar check-ups oftalmológicos.

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Como corrigir o estrabismo

Como corrigir o estrabismo

Nossos olhos podem ser acometidos por diferentes tipos de problemas que, além de provocarem sintomas desagradáveis, podem afetar consideravelmente a visão. Catarata, estrabismo e glaucoma são alguns exemplos de doenças oculares mais conhecidas.

Neste post, trataremos especificamente de uma condição conhecida popularmente como “vesgueira”. Então, se você tem interesse em conhecer as causas e alternativas de tratamento para essa doença, não deixe de ler este post.

O que é estrabismo?

Trata-se de uma doença caracterizada pelo desequilíbrio no funcionamento dos músculos oculares. Com isso, os dois olhos não conseguem se fixar simultaneamente no mesmo ponto, de modo que, enquanto um está fixado em determinado objeto, outro está desviado.

Ainda, para que os olhos consigam se movimentar para diferentes direções sem a necessidade de mover a cabeça, eles contam com seis pares de músculos comandados pelo sistema nervoso central.

Assim, em pessoas saudáveis, essas estruturas funcionam corretamente e há o paralelismo entre os olhos. Já nos pacientes estrábicos, os músculos não funcionam de maneira simultânea, dando origem à doença. Neste sentido, o estrabismo é classificado da seguinte forma:

  • hipertropia: também chamada de vertical, se caracteriza pelo desvio dos olhos para cima, em direção à testa, ou para baixo, em direção às bochechas;
  • esotropia: quando os olhos se desviam para dentro, no sentido do nariz. Este tipo é conhecido como convergente;
  • exotropia: situação inversa da esotropia, ou seja, os olhos são desviados para fora, em direção à orelha. Por isso, é chamada de divergente;
  • alternante: quando há uma alternância entre os olhos, de modo que o desvio ocorre em momentos diferentes tanto no olho esquerdo quanto no direito;
  • intermitente: ocorre quando há variação do alinhamento e desvio do olho. Esse é o tipo menos frequente, sendo mais comum nos casos de estrabismo divergente.

Como é causado?

Existem diferentes causas possíveis para o estrabismo. Uma delas está associada ao funcionamento do cérebro, que é responsável por controlar os músculos que movimentam os olhos.

Neste sentido, o problema pode ser provocado por doenças neurológicas, tais como, acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, hidrocefalia, síndrome de Down e de Duane, prematuridade, virose e traumas na face.

Quando acomete adultos, essa patologia ocular está relacionada com botulismo, cegueira, diabetes ou síndrome de Guillain-Barré. Além disso , o histórico familiar é um importante fator de risco para o estrabismo. Nas crianças, a doença pode ter relação com a hipermetropia não tratada.

Como corrigir o problema?

A principal forma de tratar o estrabismo é estimulando o trabalho dos músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos. Para isso, o médico pode indicar o uso de óculos, tampão, fisioterapia e até cirurgia.

Ainda, a indicação cirúrgica só ocorre quando outras alternativas não surtiram o efeito esperado. O procedimento consiste em fazer um corte na conjuntiva que envolve o olho doente e reposicionar os músculos afetados.

Outra alternativa de tratamento é o uso de toxina botulínica (Botox) para paralisar o músculo e promover o alinhamento do olho. No caso das crianças, os óculos de grau e o tampão costumam ser as medidas necessárias para corrigir o estrabismo.

Enfim, com a evolução da Medicina, o tratamento das doenças oculares se tornou mais assertivo e ágil, como é o caso do estrabismo. Então, caso perceba alguma alteração na sua visão ou do seu filho, procure um oftalmologista para ser avaliado.

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Lentes de contato ou óculos: qual a melhor opção?

Os óculos e as lentes de contato são acessórios essenciais para quem sofre com miopia, hipermetropia, astigmatismo ou algum outro erro refrativo. Porém, diante das duas possibilidades, é muito comum que haja a dúvida sobre qual a melhor opção.

Você sabe a resposta? Caso não, recomendamos que você continue a leitura deste artigo. A seguir, traremos as vantagens e desvantagens dos dois acessórios.

Quais as vantagens das lentes de contato?

Em alguns casos, apenas as lentes de contato são capazes de corrigir o problema de visão do paciente, como, por exemplo, quem tem grau elevado de miopia. Além disso, esses acessórios também ajudam a incrementar o estilo.

Isso porque possuem versões coloridas, o que permite que, além da correção do erro refrativo, é possível mudar a cor dos olhos. Outra vantagem é a possibilidade de utilizar óculos de sol sem maiores dificuldades.

Outrossim, as lentes de contato são a principal opção de atletas e praticantes de esportes, pois, reduzem o risco de acidentes e garantem a mobilidade necessária para a realização dessas atividades.

Por fim, esse acessório também costuma ser indicado para as crianças. A insegurança com a aparência e o medo de ser alvo de gozações dos colegas pode fazer com que elas desenvolvam repulsa pelos óculos.

Quando as lentes são indicadas?

As lentes de contato são indicadas em casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e até presbiopia. Dependendo do grau da dificuldade de enxergar objetos à distância, apenas as lentes conseguem corrigir a curvatura da córnea.

Ainda, esses acessórios são mais assertivos, pois, ficam mais próximas à córnea e permitem um campo maior de visão em comparação com os óculos. Além disso, as extremidades não são obstruídas.

Ademais, as lentes de contato são indicadas para o tratamento do ceratocone, doença que faz com que a córnea se modifique gradativamente. Porém, são lentes diferenciadas e que precisam ser prescritas por um oftalmologista.

Quais as vantagens dos óculos?

Entre as principais vantagens dos óculos de grau está a sua versatilidade. Isso porque conta com inúmeros formatos, estilos e cores de armações e lentes, sendo considerado um acessório de moda.

Ainda, em comparação com as lentes de contato, os óculos apresentam maior durabilidade, são de fácil manutenção e simples de limpar. Além disso, mesmo que o seu grau mude, você pode manter a sua armação, substituindo apenas as lentes oftálmicas.

Ademais, diferente das lentes de contato, os óculos não exigem um longo período de adaptação. Nos primeiros dias é possível que você enfrente alguma dificuldade que rapidamente desaparecerão.

Quando são indicados?

Os óculos de grau são recomendados para a correção da maioria dos problemas de visão. Geralmente, os oftalmologistas indicam o seu uso para o tratamento de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Outrossim, as lentes dos óculos contam com diferentes tratamentos, tais como, proteção contra raios UV, antirreflexo, fotocromática, multifocais e bifocais.

Enfim, para facilitar a sua escolha, converse com seu oftalmologista. Em alguns casos, é possível fazer uso tanto das lentes de contato quanto dos óculos. Independente da sua escolha, opte sempre pela qualidade do acessório.

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Falsa miopia: o que é e como tratar

Entre os principais efeitos nocivos provocados pela exposição frequente às telas de dispositivos eletrônicos está a sensação de embaçamento dos olhos, chamada de falsa miopia. Nesses casos, as imagens ficam borradas e os olhos mais secos.

Você já ouviu falar nessa condição? Sabe como é o tratamento? Caso não, continue a leitura deste post e conheça as informações mais relevantes sobre o tema.

O que é a falsa miopia?

O amplo acesso aos dispositivos eletrônicos e à internet faz com que haja um crescimento contínuo do tempo gasto em frente aos computadores, smartphones e tablets. Em função dessa exposição frequente, há uma contração excessiva dos músculos dos olhos.

Ainda, esse movimento muscular é realizado para obter o foco de objetos vistos de perto. Assim, quanto maior o tempo de utilização desses aparelhos, maior será a quantidade de contrações musculares.

Com isso, reduz-se a frequência de piscadas dos olhos e, consequentemente, eles não se lubrificam. Em função disso, a vista fica embaçada ao tentar enxergar objetos à distância, os olhos ficam secos e cansados, caracterizando o quadro de falsa miopia.

Ademais, essa dificuldade momentânea de enxergar à distância é mais comum em pessoas que já possuem hipermetropia, pois, amplifica a fadiga do ciliar. Se não for tratado, o sintoma pode se transformar em uma condição permanente.

Como identificar?

Nos casos de miopia, o globo ocular do paciente é mais alongado do que o normal, fazendo com que as imagens sejam formadas antes da retina, o que dificulta a visualização de objetos à distância.

Porém, no caso de falsa miopia, não existe alteração no globo ocular, pois é provocada pelo uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Por isso, o diagnóstico só pode ser feito pelo médico oftalmologista através do exame de acuidade visual.

Como é causada?

Embora a falsa miopia seja provocada pelo uso de aparelhos eletrônicos, o que causa o desconforto nos olhos é a luz azul emitida por esses dispositivos. A exposição contínua a essa luz provoca a fadiga ocular, visão embaçada e dor de cabeça;

Além de provocar a falsa miopia, prejudicando a visão, a luz azul também bloqueia a produção de melatonina e interfere na qualidade do sono. Porém, caso seja diagnosticada, essa miopia pode ser facilmente tratada.

Como é o tratamento?

O primeiro passo é procurar um oftalmologista para a realização de um exame completo de vista. Assim, será possível descobrir se o seu quadro é uma miopia falsa ou verdadeira. O tratamento irá variar de acordo com o tipo diagnosticado.

Ainda, quando falsa, o médico poderá indicar o uso de colírios para tratar o ressecamento dos olhos, a realização de exercícios visuais e, em alguns casos, o uso de óculos de descanso específicos para esse problema, que contam com proteção aos efeitos da luz azul.

Contudo, é fundamental que o paciente mude os seus hábitos em relação ao uso desses dispositivos. A seguir, conheça algumas dicas para prevenir a falsa miopia:

  • mantenha a tela do dispositivo na altura da linha dos olhos;
  • durante o uso de celulares e computadores, faça pausas a cada meia hora;
  • prefira monitores com alta resolução;
  • evite o uso de celulares e tablets após passar longos períodos à frente do computador.

Enfim, a falsa miopia não é uma condição grave e pode ser facilmente tratada. Porém, é importante que ao primeiro sinal de embaçamento da vista, um oftalmologista seja procurado.

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5 doenças oculares congênitas mais comuns

5 doenças oculares congênitas mais comuns

Grande parte dos problemas que acometem a visão são transmitidas por herança genética. Neste sentido, o histórico familiar de doenças oculares congênitas pode ser determinante para o diagnóstico precoce.

Você sabe quais são essas patologias? Então, não deixe de ler este post. A seguir, você vai conhecer um pouco mais sobre as principais doenças hereditárias que afetam a visão.

1) Catarata

Trata-se de uma condição onde há a opacidade parcial ou total do cristalino, que é a lente natural do globo ocular. A catarata é a principal causa de cegueira no mundo e, geralmente, está relacionada com o processo de envelhecimento natural.

Contudo, existe uma catarata de origem genética, fazendo com que ela também seja reconhecida como uma das doenças oculares congênitas. Geralmente, os primeiros sintomas surgem a partir dos 50 anos, exigindo tratamento imediato.

2) Glaucoma

Trata-se de uma doença ocular provocada pelo aumento da pressão interna no olho ou pelo mau funcionamento dos vasos sanguíneos no nervo óptico. Quando congênita, é diagnosticada em crianças e bebês.

Geralmente, o teste do olhinho realizado em recém-nascidos pode diagnosticar a doença. Mesmo assim, a principal ação preventiva é manter o acompanhamento da criança com um oftalmologista.

3) Retino pigmentar

A retinose pigmentar é uma doença que se desenvolve quando os cones e bastonetes (estruturas fotorreceptoras do olho) deixam de captar a luz, impedindo a formação da imagem pela retina.

Ainda, essa condição tem origem genética e hereditária, mas de raro diagnóstico. Embora ainda não exista uma cura para a retinose pigmentar, a ingestão de vitamina A e de ácido docosaexaenoico (DHA) pode conter o avanço da doença.

4) Daltonismo

Trata-se de uma doença ocular congênita na qual o paciente não desenvolve a capacidade de distinguir ou até de reconhecer algumas cores, como o verde e o vermelho. Em alguns casos, o indivíduo pode não conseguir diferenciar nenhuma tonalidade.

Ainda, o daltonismo é causado por uma falha no desenvolvimento dos cones que atuam na identificação das cores, que está presente desde o nascimento. A doença não tem cura, mas o diagnóstico precoce contribui para a adaptação das crianças.

5) Miopia

Geralmente, a miopia é uma doença adquirida e provocada por diversos fatores. Porém, ela pode estar presente desde no nascimento, sendo considerada uma das doenças oculares congênitas.

Nesses casos, caracteriza-se pelo alto grau de dificuldade em enxergar objetos à distância. Existem diferentes alternativas de tratamento, mas apenas a intervenção cirúrgica pode oferecer a cura permanente do paciente.

Ainda, o uso de óculos de grau ou de lentes de contato prescritas pelo oftalmologista é o tratamento convencional da miopia. A alternativa cirúrgica é a cirurgia refrativa, que promove a correção desse problema de visão.

Portanto, com a leitura deste post, você conheceu as principais doenças oculares congênitas. Para aumentar as chances de diagnóstico precoce, recomenda-se a realização de consultas periódicas com o oftalmologista.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito felizes em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho como oftalmologistas em Belo Horizonte!

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Exame de mapeamento de retina: qual a indicação e como é feito?

Exame de mapeamento de retina: qual a indicação e como é feito?

Com a evolução da Medicina, surgiram novos exames e procedimentos que permitem a prevenção de doenças e outros problemas. Um bom exemplo é o exame de mapeamento de retina que previne e diagnostica precocemente alguns problemas de visão.

Você já ouviu falar nesse procedimento? Sabe como ele funciona? Conhece as indicações? Caso não, recomendamos a leitura deste post. A seguir, responderemos a todas essas perguntas.

O que é o exame de mapeamento da retina?

Trata-se do exame realizado para o diagnóstico de doenças que acometem a retina e estruturas adjacentes. Isso porque permite a visualização dos nervos, vasos sanguíneos e do tecido do olho responsável pela captação das imagens.

De modo geral, o exame de mapeamento de retina pode ser feito por pessoas de qualquer idade. Diferente da fundoscopia, este procedimento permite a investigação mais detalhada da região, avaliando a retina central e periférica.

Com isso, o oftalmologista pode identificar a presença de alterações nesse sistema interno e diagnosticar quadros que fogem dos padrões de normalidade. Embora não faça parte dos procedimentos de rotina, é um exame essencial para a manutenção da saúde ocular.

Como funciona?

O exame de mapeamento da retina é realizado com o auxílio de um oftalmoscópio indireto binocular e de uma lente convergente de grande aumento. Anteriormente, a pupila do paciente já deve estar dilatada.

Em seguida, o paciente se senta à frente desses equipamentos e o médico posiciona a lente entre o olho a ser avaliado e o aparelho. Posteriormente, o procedimento é iniciado a partir da emissão de uma luz sobre esta mesma lente.

Com isso, ao receber a luminosidade, a pupila e todas as estruturas anatômicas podem ser avaliadas pelo médico. Em função da potência desse feixe de luz, é possível que até pacientes com algum grau de opacidade nos olhos possam realizá-lo.

Quando é indicado?

O mapeamento de retina é um procedimento realizado para auxiliar no diagnóstico e acompanhamento de diferentes problemas de visão. De modo geral, ele é indicado para os seguintes casos:

  • quando a visão está prejudicada e não há relação com a ausência de óculos;
  • portadores de doenças que danificam a retina, como, por exemplo, hipertensão, diabetes ou patologias reumatológicas;
  • pessoas com mais de 50 anos, pois estão mais suscetíveis às doenças oculares;
  • portadores de miopia em função da maior fragilidade da retina;
  • pessoas que usam medicações tóxicas para a retina;
  • no período pré-operatório de cirurgias oculares;
  • quando há o histórico familiar de descolamento da retina;
  • após traumas ou lesões oculares;
  • em bebês prematuros, com idade igual ou inferior a 32 semanas, ou, com peso igual ou menor que 1500 g.

Quais os cuidados necessários antes do exame?

Para realizar o mapeamento da retina, é necessário que o indivíduo esteja acompanhado por outra pessoa. Isso porque os efeitos da dilatação da pupila permanecem por algum período após o exame, o que impede que dirijam ou que caminhem sozinhas.

Quando o paciente não dispõe de um acompanhante, pode ser necessário aguardar no consultório até o embaçamento da vista desaparecer. Além disso, não é necessário nenhum outro cuidado adicional. O procedimento é simples, realizado rapidamente e o resultado sai imediatamente.

Enfim, o exame de mapeamento da retina é fundamental para a prevenção e diagnóstico precoce de alterações nos olhos e em sua estrutura anatômica. Assim, caso um problema seja detectado, o oftalmologista já inicia o tratamento.

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