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Dermatocálase é um problema estético ou reparador?

Dermatocálase é um problema estético ou reparador?

Você já ouviu falar em dermatocálase? Esse é o nome dado ao excesso de pele ou à protrusão de gordura nas pálpebras. Com o envelhecimento natural, há um aumento na frouxidão dos tecidos, dando um aspecto cansado aos olhos. A maioria dos casos ocorre a partir dos 60 anos de idade, mas também é comum em pacientes entre 40 e 50 anos. Entretanto, há uma dúvida recorrente entre os pacientes: essa condição afeta apenas a estética? Neste artigo, você irá conhecer os possíveis sintomas dessa alteração, assim como o tratamento adequado para ela. Confira!

Possíveis causas da dermatocálase:

  • envelhecimento natural;
  • redução da elasticidade da pele e da produção de colágeno;
  • doenças congênitas;
  • tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • problemas de tireoide;
  • predisposição genética.

A dermatocálase tem sintomas?

Em alguns casos, os pacientes se queixam apenas da questão estética. A dermatocálase deixa os olhos com aparência cansada, as pálpebras, pesadas, e provoca rugas na região. Porém, além da estética, esse pode ser um problema funcional. Os sintomas mais comuns são: entropia, ectropia, blefarite, dermatite e irritação. O aspecto cansado gerado pela dermatocálase pode se acentuar no final do dia ou após uma noite maldormida, como uma olheira. Se a flacidez da pele se acentuar muito, isso pode dificultar a abertura da pálpebra, prejudicando a visão periférica do paciente.

Como corrigir?

O procedimento médico indicado para a correção da condição em análise é a blefaroplastia. Além de solucionar o problema da visão periférica, a cirurgia elimina a flacidez, dando aparência mais jovial à região. A cirurgia pode ser realizada tanto nas pálpebras inferiores, quanto nas superiores.

Como é feita a blefaroplastia?

Antes da cirurgia, é necessário que o paciente faça exames clínicos e oftalmológicos.

A cirurgia é realizada com anestesia local e tem duração de 50 a 90 minutos. O cirurgião realiza o corte e a cauterização da região onde há excesso de pele. O paciente deve ficar internado por pelo menos 6 horas após o procedimento. Antes da cirurgia, é necessário que o paciente esteja em jejum de 8 horas. Recomenda-se, ainda, não fazer uso de medicações anticoagulantes e suspender o tabagismo, para uma melhor cicatrização após a operação.

A cicatriz é discreta, pois localiza-se na dobra da pálpebra. O paciente deverá seguir as orientações médicas quanto ao uso de remédios após a cirurgia. O repouso é necessário durante 1 semana após a operação.

Na 1ª semana, o paciente já poderá notar os resultados da cirurgia, mesmo com o inchaço. O resultado definitivo é visto após cerca de 2 meses. É importante que o paciente mantenha alguns cuidados, como evitar a prática de exercícios pesados e o tabagismo. É indispensável o uso de óculos de sol e de protetor solar com fator de proteção acima de 30. O resultado definitivo será a melhora da expressão facial e a redução das sensações de peso nas pálpebras. Dentre os benefícios da intervenção, também está a ampliação do campo visual.

Lembre-se: a blefaroplastia deve ser realizada por um cirurgião plástico ou um oftalmologista especializado em plástica ocular. Realize uma avaliação e alinhe as suas expectativas de melhoria da dermatocálase junto ao profissional.

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Oftalmopatia de Graves causas e fatores de risco

Oftalmopatia de Graves causas e fatores de risco

Algumas patologias dos olhos podem estar associadas a outras alterações no organismo. Um exemplo é a oftalmopatia de graves. Essa condição pode ser provocada por alterações na glândula tireoide, como o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. A seguir, você irá conhecer as possíveis causas e os fatores de risco relacionados a essa condição.

O que é oftalmopatia de graves?

Essa é uma manifestação extratireoidiana da doença de graves. Ocorre devido a um processo que afeta os músculos extraoculares e os tecidos da órbita.

É uma doença autoimune crônica que se caracteriza pelo deslocamento do globo ocular para a frente. O globo ocular fica com aspecto saltado e prejudica a oclusão da pálpebra quando o paciente está dormindo. Pode ocorrer em um olho ou em ambos os olhos. É mais frequente dentre pacientes de 20 a 50 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. 80% dos casos ocorrem em mulheres.

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por meio de exames oftalmológicos, clínicos e de imagem em conjunto com as queixas do paciente. A doença se manifesta por diversos sinais. São eles: proptose, retração palpebral, sensação de areia nos olhos, córnea exposta, compressão do nervo óptico, diplopia, exoftalmia. A fibrose pode causar estrabismo. Em casos mais graves, ocorre a perda total ou parcial da visão.

Em 5% dos pacientes, o aumento dos músculos pode levar à neuropatia óptica compressiva. A doença se divide entre leve, moderada e grave. Na 1ª fase, que dura entre 6 e 24 meses, as alterações orbitárias evoluem. Na 2ª, inicia-se a fase sequelar.

Qual é o tratamento adequado para essa condição?

Em caso de problemas na tireoide, o tratamento deve ser em conjunto, com o oftalmologista e o endocrinologista. Serão indicados medicamentos para o controle ou, até mesmo, a cirurgia de remoção da glândula. Em outros casos, o tratamento é feito por meio do uso de lubrificantes oculares. O colírio ajuda a reverter as alterações na superfície ocular. Se não houver melhora no quadro, a indicação é a cirurgia de correção, junto à radioterapia. A doença evolui lentamente e se estabiliza. São raros os casos em que há resolução espontânea da condição.

Tratamento na fase ativa: cirurgia de descompressão orbitária em casos de neuropatia óptica. Em alguns casos, radioterapia.

Tratamento na fase sequelar: em casos leves, o paciente terá apenas cuidados gerais oftalmológicos. São eles: uso de óculos escuros, pomadas, colírios e gel lubrificante. Para pacientes fumantes, a interrupção do tabagismo é necessária, pois esse é o principal fator de risco para a doença. Esses cuidados também auxiliam no tratamento na fase ativa. Em casos graves, é indicada a cirurgia para correção das deformidades.

Se você foi diagnosticado com a oftalmopatia de graves, não deixe de realizar o acompanhamento médico periodicamente. Siga as orientações e cuidados necessários para eliminar os possíveis desconfortos. Mantenha os exames em dia. O tratamento do hipotireoidismo também irá aliviar os sintomas da doença.

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Saiba quais são as doenças das pálpebras e do aparelho lacrimal

Saiba quais são as doenças das pálpebras e do aparelho lacrimal

Você sabia que existem diferentes doenças das pálpebras e do aparelho lacrimal? Os olhos são uma região muito sensível do corpo e estão suscetíveis a diferentes tipos de doenças e lesões. Algumas delas têm tratamento simples, mas outras exigem cuidados especiais, e até cirurgias. Conheça, a seguir, algumas patologias que podem afetar a região das pálpebras e do aparelho lacrimal.

Conheça as doenças da pálpebra e do aparelho lacrimal:

Blefarite

Trata-se de uma inflamação na região palpebral, geralmente onde crescem os cílios ou na parte inferior da pálpebra. A produção excessiva de uma camada lipídica gerada por glândulas causa irritações, inflamações e coceira. A doença pode ocorrer em pessoas com a pele muito oleosa ou devido ao uso de lentes de contato sujas. Embora seja uma condição muito incômoda aos pacientes, a blefarite não causa danos permanentes à visão.

Ptose (pálpebra superior caída)

Essa doença pode ser congênita ou adquirida. A borda superior da pálpebra se encontra abaixo de sua posição normal, podendo cobrir o eixo visual. Em alguns casos, a ptose apresenta apenas alterações estéticas. O tratamento é cirúrgico.

Ectrópio

É uma anomalia que faz com que a margem palpebral se distancie da posição normal. A pálpebra se afasta do globo ocular. Pode ser causada pelo envelhecimento natural ou por cicatrizes, tumores, alergias e exposição à radiação. Causa irritação ocular, lacrimejamento excessivo, dor e ardência na região.

Entrópio

A condição provoca a rotação interna, fazendo com que os cílios toquem os olhos. O contato dos cílios com o globo ocular causa irritação e desconforto ao paciente. A oculoplastia pode corrigir essa rotação e resolver o problema.

Tumores da pálpebra

Os tumores palpebrais podem ser benignos ou malignos. O diagnóstico é realizado por exame oftalmológico e, em alguns casos, biópsia. A remoção dos tumores é feita por meio de cirurgia, assim como a reconstrução da pálpebra.

Dermatocálase

Dermatocálase é o termo utilizado para definir o excesso de pele e flacidez nas pálpebras. Pode ocorrer nas pálpebras superiores ou inferiores. A correção é feita com cirurgia.

Triquíase

A doença faz com que os cílios percam o direcionamento natural e cresçam em direção ao globo ocular. Pode ser causada por inflamações, infecções, doenças conjuntivas ou traumas. Pode ser bilateral ou unilateral. Em alguns casos, os cílios podem ser vistos a olho nu, mas, em outros, a doença é diagnosticada pelo trauma na córnea. O tratamento, na maioria das vezes, é feito por meio de cirurgia.

Síndrome do olho seco

A síndrome do olho seco é uma anomalia que causa uma redução na composição ou na produção das lágrimas. Isso prejudica a lubrificação dos olhos e causa dores fortes devido ao ressecamento da superfície do olho, da córnea e da conjuntiva.

Se você sente algum incômodo ou desconforto na região dos olhos, pode ser um caso de doença nas pálpebras. Por isso, o acompanhamento periódico com um oftalmologista é essencial. O diagnóstico precoce das possíveis patologias faz com que o tratamento seja mais rápido e simples.

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Ectrópio: saiba qual o tratamento

Ectrópio: saiba qual o tratamento

Ao longo dos anos, ocorre o envelhecimento natural da pele. O organismo deixa de produzir substâncias essenciais para manter a firmeza cutânea, como o colágeno. A flacidez atinge o rosto e pode gerar alterações nas pálpebras, como o ectrópio. Essa anomalia faz com que as pálpebras girem para fora e percam contato com o globo ocular, deixando-o exposto. Pode ocorrer em um lado dos olhos ou em ambos os lados e é mais comum nas pálpebras inferiores.

O que é ectrópio?

Trata-se de uma anomalia que causa o afastamento da pálpebra do globo ocular. A margem palpebral se distancia da posição normal. Nos casos mais severos, a condição causa a eversão de toda a pálpebra. Nos casos mais leves, só um segmento da pálpebra fica evertido. Isso impede a distribuição da lágrima que lubrifica o olho e deixa a superfície interna da pálpebra exposta, causando incômodos aos pacientes.

Além do dano à saúde, os pacientes podem se sentir incomodados devido à aparência dos olhos com essa condição. Neste artigo, você irá conhecer as possíveis causas, os sintomas e os tratamentos relacionados a essa condição. Confira!

Existem 2 tipos de classificação para o ectrópio. O congênito está presente no paciente desde o nascimento. É uma condição rara, que pode estar relacionada à outras doenças ou síndromes. O adquirido é causado por fatores externos, como:

  • envelhecimento natural;
  • cicatrizes na região dos olhos;
  • paralisia do nervo facial;
  • tumores palpebrais, benignos ou malignos;
  • exposição à radiação;
  • alergias.

Dentre os sintomas do ectrópio, estão:

  • irritação ocular;
  • secreção;
  • aumento da sensibilidade;
  • sensação de corpo estranho nos olhos;
  • lacrimejamento excessivo e vermelhidão;
  • dor e ardência na região;
  • ressecamento excessivo;
  • infecções;
  • inflamação da córnea;
  • perturbações da visão;
  • irritação da conjuntiva (membrana mucosa que reveste a pálpebra).

Como tratar essa condição?

O tratamento adequado desse quadro depende do correto diagnóstico de sua etiologia. Cada caso irá variar de acordo com o grau da doença, a idade, as condições de saúde, os sintomas, dentre outros fatores. Na maioria dos casos, a cirurgia de correção é indicada. O médico irá reposicionar a pálpebra e realizar a drenagem da lágrima. A cirurgia é realizada com anestesia local, e a recuperação é rápida. Também são indicados colírios, lubrificantes tópicos, antibióticos e pomadas para controlar os sintomas e proteger a córnea.

Cuidados no pré-operatório

  • Realize os exames clínicos solicitados pelo médico.
  • Informe o cirurgião sobre doenças, alergias e uso de medicações.
  • Suspenda medicações anticoagulantes e anti-inflamatórias.
  • Evite exposição solar excessiva antes e após a cirurgia.
  • Leve um acompanhante ao local onde o procedimento será realizado, pois você não poderá dirigir após a cirurgia.
  • Mantenha-se em jejum antes da cirurgia.
  • Suspenda o tabagismo. Algumas substâncias presentes no cigarro podem atrapalhar a cicatrização.

Pós-operatório da cirurgia

É possível que ocorram dores e apareçam hematomas na região. O cirurgião irá indicar compressas e analgésicos.

Fique atento: se o ectrópio não for tratado a tempo, há riscos de que a doença evolua para uma úlcera. Portanto, procure um oftalmologista assim que notar os primeiros sintomas. Assim, o tratamento será mais rápido e simples.

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Tumor das vias lacrimais: sintomas e tratamentos

Tumor das vias lacrimais: sintomas e tratamentos

Os olhos podem ser afetados por diferentes tumores, malignos ou benignos. As vias lacrimais também são afetadas por essas lesões. Alguns desses tumores ocorrem por razões genéticas. Outros podem surgir devido ao envelhecimento natural ou a danos por raios ultravioleta, tabagismo, infecções e traumas. Neste artigo, você irá conhecer os tumores das vias lacrimais, os sinais, os sintomas e as formas de tratamento relacionados a essa condição. Boa leitura!

O que são tumores das vias lacrimais?

A grande quantidade de células presentes na região das pálpebras pode fazer com que apareçam os tumores. No entanto, alguns são benignos e o tratamento é mais simples. Porém, sem a devida atenção, o quadro pode piorar. Se não forem tratados adequadamente, os tumores benignos podem evoluir para tumores malignos. Portanto, o acompanhamento médico é essencial, mesmo em casos de tumores não malignos.

Os tumores das vias palpebrais são divididos em 2 categorias: epiteliais e não epiteliais. Os tumores epiteliais são divididos entre malignos e benignos. Já os tumores não epiteliais, geralmente, tratam-se de linfomas e correspondem à maioria dos casos.

Os tumores benignos são mais comuns que os malignos. O adenoma pleomórfico representa a maioria dos casos de tumores benignos. Surge, geralmente, no lobo orbitário da glândula lacrimal. É um tumor de crescimento lento, que provoca o desvio do globo ocular. Deve ser removido completamente por meio de cirurgia, pois a retirada incompleta dele aumenta as chances de que se torne um tumor maligno. O tumor é mais comum em pacientes entre 40 e 50 anos, e o diagnóstico desse problema é realizado por exames clínicos e radiológicos.

Dentre os tumores malignos, estão os listados a seguir.

Carcinoma adenoide cístico

É um tumor maligno primário de glândulas lacrimais, agressivo e que pode se estender para a superfície ocular e invadir a órbita. O tratamento é feito com cirurgia, seguida de radioterapia. Esse é um tumor raro e pode ocorrer em outras glândulas, como, por exemplo, as salivares. Os casos de ocorrência nas glândulas salivares são mais comuns.

Carcinoma de células sebáceas

Tem origem nas glândulas sebáceas e apresenta obstrução no sistema de drenagem lacrimal. Pode ser confundido com outras doenças, como a blefarite, a conjuntivite ou o calázio.

Adenocarcinoma de glândulas sudoríparas

É o tumor das glândulas sudoríparas, localizado junto à margem palpebral, mas pode invadir a conjuntiva tarsal. O tratamento adequado é a excisão cirúrgica completa.

Os sinais mais comuns de aparecimento de tumores nas vias lacrimais são o surgimento de uma ptose palpebral ou um pequeno desvio no globo ocular. Alguns deles podem ser sentidos com o toque, e o diagnóstico clínico é possível. As lesões são semelhantes a um caroço na porção lateral superior dos olhos, dentro da órbita. O tratamento geralmente é cirúrgico, com a retirada completa do tumor. Em alguns casos, é necessário associar a cirurgia à radioterapia ou à quimioterapia. Por se tratarem de cânceres, os tumores malignos devem receber atenção especial, para que o quadro não evolua para uma metástase. Se você notar alguma alteração ou o surgimento de alguma lesão na região dos olhos, não hesite em buscar um profissional. O diagnóstico precoce é uma grande vantagem no tratamento dessas doenças.

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Cisto de moll: sintomas e tratamentos

Cisto de moll: sintomas e tratamentos

Você já notou a aparição de pequenas bolhas ou lesões na região dos olhos? Pode ser o cisto de moll, descrito normalmente pelos pacientes como uma “bolinha no olho”. Trata-se de uma das lesões comuns nos olhos, principalmente na região das pálpebras.

Existem diferentes tipos de terçóis e cistos que podem surgir nos olhos, e cada um provoca diferentes sintomas e requer um tipo de tratamento. É comum ter dúvidas sobre o que fazer quando surgem pequenas bolhas ou irritações na região das pálpebras. Algumas pessoas confundem as lesões com espinhas e chegam até a espremê-las. O olho é uma região muito sensível, então, se houver qualquer alteração, o ideal é consultar um oftalmologista para avaliar as possíveis causas, e, quando necessário, realizar a remoção dos cistos.

E se aparecer um cisto? O que devo fazer?

  • Não esprema ou tente estourar o cisto de moll. Isso pode machucar a região e fazer com que ele fique ainda maior.
  • Evite o uso de lentes de contato. Elas podem causar irritações.
  • Não use maquiagem ou outros cosméticos na região dos olhos. Limpe a região apenas com água e sabonete neutro.
  • Não faça receitas caseiras ou utilize medicamentos sem indicação médica. Isso pode agravar a situação.
  • Se a lesão não desaparecer, marque uma consulta com um profissional especializado.

O que é o cisto de moll?

Também chamado de hidrocistoma, essa alteração é um caroço que possui aspecto transparente e um líquido (suor) no interior. Trata-se de uma lesão assintomática. Os cistos surgem devido à obstrução dos ductos das glândulas sudoríparas de moll. Não são cistos que aumentam muito de tamanho, mas a aparência deles pode incomodar o paciente, uma vez que ficam bem visíveis. Normalmente o cisto tem localização próxima aos cílios e à via de drenagem lacrimal. Os casos mais comuns ocorrem em mulheres a partir de 40 anos de idade. O crescimento dos cistos é lento e indolor, podendo demorar anos para ser diagnosticado.

Como tratar o cisto de moll?

O oftalmologista realiza a remoção do cisto aplicando anestesia no local onde será feita a intervenção. Primeiramente, o conteúdo da bolha é esvaziado. Depois, o tecido externo é removido. O procedimento é simples e tem duração de 20 a 30 minutos.

Não há necessidade de internação após o procedimento, mas recomenda-se o repouso pelo menos no 1º dia após a remoção do cisto. Para uma boa recuperação, é importante evitar a exposição solar. Retorne ao consultório para checar se os cistos foram removidos e para remover pontos, em caso de sutura. Além disso, a proteção solar após a remoção é imprescindível. Utilize óculos de sol em caso de exposição direta durante os primeiros dias. Siga as orientações médicas e não faça uso de nenhum medicamento sem antes consultar o profissional.

A cirurgia de remoção pode ser realizada por médicos dermatologistas e oftalmologistas. O cisto de moll não será um problema se for tratado adequadamente. Alguns cistos podem ressurgir, mesmo após serem removidos. Portanto, o acompanhamento médico é de extrema importância em todos os casos. Não deixe de agendar consultas de retorno periodicamente.

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Tumores palpebrais malignos: quais os mais comuns

Tumores palpebrais malignos: quais os mais comuns

As pálpebras podem apresentar alguns tipos de lesões. Além da genética, existem diversas causas para a ocorrência dos tumores na região dos olhos. No presente artigo, você irá conhecer os tumores palpebrais malignos, bem como o diagnóstico e os tratamentos relacionados a eles.

A pele da região das pálpebras é composta por diversos tipos de células. Isso explica o surgimento dos tumores. Alguns tumores palpebrais, no entanto, podem ser benignos. Os tumores benignos mais comuns são: cistos, queratose seborreica, xantelasma, hemangioma capilar, papilomas, dentre outros. O diagnóstico é realizado por meio de exames oftalmológicos, com tratamentos simples e rápidos na maioria dos casos de tumores benignos. Os tumores malignos exigem mais atenção e cuidado, por se tratarem de cânceres que podem crescer e se espalhar pelo corpo.

O que são tumores palpebrais malignos?

São tumores de crescimento rápido, mais comuns em pessoas idosas. Apresentam deformidades locais e ulcerações. É possível diferenciar os tumores benignos dos malignos devido aos sintomas. Tumores malignos causam perda de cílios, alteração na cor e na textura da pele, sangramento e distorção da margem palpebral. O diagnóstico definitivo é feito por meio de uma biópsia.

Quais são as possíveis causas?

  • Danos pelos raios ultravioleta
  • Traumas
  • Tabagismo
  • Infecção pelo vírus HPV
  • Idade (são doenças mais comuns em idosos)

Quais são os tipos de tumores malignos?

  • Carcinoma basocelular: é o tumor maligno mais comum. Afeta indivíduos com idade entre 50 e 80 anos, principalmente de pele clara e com histórico de exposição ao sol. É um tumor invasivo, mas que não se espalha. Porém, se não for tratado corretamente, pode invadir o globo ocular e a órbita. Deve ser tratado por meio de cirurgia.
  • Ceratoancantoma: é uma lesão de baixo grau, ou seja, pouco agressiva. Pode ser confundida com o carcinoma basocelular (tumor benigno), pois tem aparência similar. Porém, tem crescimento rápido, entre 1 e 2 centímetros em poucas semanas.
  • Carcinoma sebáceo: é um tumor raro, que tem origem nas glândulas palpebrais ou da pele da sobrancelha. Tem aspecto amarelado ou avermelhado na pálpebra e semelhante ao terçol. Pode ser confundido com uma lesão benigna, o que exige um diagnóstico com mais atenção. Afeta a pálpebra superior e é um câncer agressivo, que pode até levar a óbito. É mais comum em mulheres entre 60 e 80 anos. Pode estar associado à radiação e à síndrome de muir torré.
  • Carcinoma espinocelular: é uma lesão ceratótica, eritematosa e com crostas em áreas expostas ao sol. Comum em idosos de pele clara com histórico de exposição aos raios solares. Também pode ocorrer em pessoas mais jovens que possuem mais sensibilidade ao sol, como os indivíduos albinos. O tratamento consiste em excisão cirúrgica e reconstrução.

O tratamento mais adequado para os tumores palpebrais malignos é a remoção cirúrgica. Lembre: após a cirurgia, o material coletado deve ser enviado novamente para avaliação. Diversas técnicas podem ser utilizadas para reconstruir a pálpebra posteriormente, gerando um resultado estético satisfatório para o paciente. Não deixe de consultar um oftalmologista se houver qualquer alteração na região dos olhos.

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Ceratose seborreica: você sabe quais os sintomas?

Ceratose seborreica: você sabe quais os sintomas?

Você sabe o que é ceratose seborreica? Trata-se de um tumor de pele benigno, geralmente de origem genética. Também conhecida como queratose seborreica ou, popularmente, verruga, é mais comum em pessoas idosas, mas pode aparecer a partir dos 30 ou 40 anos. Pode ser considerada uma lesão degenerativa dos queratinócitos, ou seja, células epiteliais que formam a pele. A tendência é que o número dessas células aumente com o passar dos anos. A lesão costuma ter aspecto verrugoso, arredondado ou irregular, e a coloração dela pode variar entre amarelada, marrom ou negra. O tamanho pode chegar a até 1 centímetro de diâmetro.

A ceratose seborreica tem sintomas?

Nem sempre. Geralmente, as verrugas não causam danos à saúde. As lesões podem se inflamar e causar dores se estiverem presentes apenas em áreas como dobras de roupas e extremidades, por exemplo. O atrito causa os traumas de repetição. Porém, para algumas pessoas, o maior incômodo causado pela ceratose seborreica é com relação à aparência das lesões. Como as verrugas aparecem em lugares visíveis do corpo, isso pode gerar uma baixa autoestima e outros problemas emocionais.

As lesões, inicialmente, são planas, mas podem tornar-se elevadas e com grande dimensão. Apresentam aspecto verrugoso, e alguns pedaços podem se soltar com facilidade. Algumas variantes dessa ceratose são:

  • dermatose papulosa nigra: essas lesões são pequenas e escuras. Aparecem geralmente na face e no pescoço;
  • stucco ceratose: são lesões elevadas e pequenas, com coloração amarelada, branca ou cinza. São comuns nas extremidades das pernas e dos pés;
  • ceratose liquenoide: representa uma fase involutiva da ceratose seborreica e pode apresentar inflamações.

Como tratar?

Por ser uma lesão benigna, o tratamento nem sempre é obrigatório. No entanto, caso as lesões o incomodem, fique tranquilo. Existem métodos de remoção rápida. Veja alguns exemplos de tratamentos utilizados para a remoção das lesões:

  • cauterização química: consiste na aplicação de ácidos em lesões cutâneas, provocando a destruição dos tecidos. É indicada para lesões benignas, pré-malignas e verrugas virais. Durante as 2 semanas seguintes ao procedimento, a pele fica esbranquiçada ou amarelada. A pele irá se endurecer e cicatrizar. O processo pode causar leve ardor e irritação durante os primeiros dias;
  • crioterapia com nitrogênio líquido: utiliza o frio como método terapêutico. O nitrogênio é utilizado para o congelamento das lesões, levando-as à destruição;
  • eletrocoagulação: as lesões são destruídas com o uso de um bisturi de alta frequência;
  • curetagem: é o método de raspagem das lesões com um instrumento chamado de cureta. O médico aplica um anestésico na região, para que o paciente não sinta dores durante o procedimento. Para realizar a técnica, é necessário o uso de anestesia. O método pode ser associado à curetagem, para que a pele eletrocoagulada seja retirada após o fim do processo.

Agora que você já sabe os sintomas e possíveis tratamentos para a ceratose seborreica, é importante enfatizar que esses métodos devem ser realizados apenas por médicos dermatologistas. Consulte um profissional e realize uma avaliação antes de se submeter a qualquer procedimento estético.

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Região periocular: preenchimento com ácido hialurônico é indicado?

Região periocular: preenchimento com ácido hialurônico é indicado?

A busca pela prevenção ou correção dos sinais de envelhecimento facial tem estimulado o desenvolvimento de novas alternativas de tratamentos estéticos. O preenchimento com ácido hialurônico, por exemplo, foi criado para atender uma grande demanda de pessoas que desejam melhorar a aparência da região periocular.

Já ouviu falar nesse ácido? Sabe onde fica a região periocular? Continue na leitura deste texto, para ter todas as suas dúvidas sobre o assunto respondidas.

Onde fica a região periocular?

A região periocular corresponde à área ao redor dos olhos. Essa região merece uma atenção especial, pois é uma das primeiras a sofrer com a ação do tempo.  Com o envelhecimento, pode ser afetada por olheiras e rugas, tornando o aspecto facial envelhecido e cansado.

O que é o ácido hialurônico?

O ácido hialurônico é uma substância líquida e translúcida, produzida naturalmente pelo organismo. Desempenha função importante na manutenção das fibras de colágeno que sustentam a pele.

Na juventude, a pele é lisa e elástica. Esse efeito é permitido pela grande quantidade de ácido hialurônico que o corpo produz. Com o passar dos anos, essa quantidade é reduzida, ocasionando a redução do volume facial. Aparecem, então, olheiras, rugas e marcas de expressão.

Em razão dos efeitos que produz, esse ácido já está contido em diversos tipos de cosméticos disponíveis no mercado. Geralmente, são cremes ou loções que hidratam e restauram a pele danificada.

Para a realização de procedimentos estéticos, como o preenchimento, esse ácido é produzido sinteticamente em laboratórios, por meio da fermentação de substratos vegetais.

O que é o preenchimento com ácido hialurônico?

Existem diferentes alternativas de preenchimento facial, como, por exemplo, o procedimento feito com gordura. O preenchimento com ácido hialurônico, entretanto, é o mais recorrente. Geralmente, é indicado para pessoas que têm olheiras profundas.

Além disso, auxilia na suavização das rugas, cicatrizes, marcas de expressão e na reparação dos tecidos, pois favorece a ação do colágeno e da elastina na pele.

Como é feito o procedimento?

O preenchimento com ácido hialurônico é um dos procedimentos mais realizados nos Estados Unidos, diversos estudos garantem sua eficácia e segurança. Os efeitos colaterais mais recorrentes são inchaço e desconforto no local da aplicação.

Antes da aplicação, o profissional higieniza e faz a marcação da região onde o ácido será aplicado. Em seguida, pode ser utilizada uma pomada anestésica. Após a aplicação do ácido, o profissional massageia a região para que ele se espalhe. O procedimento dura 15 minutos e os efeitos costumam permanecer por até 12 meses.

Para evitar problemas, faça o preenchimento com ácido hialurônico com um profissional experiente e especializado. Essa é a principal recomendação.

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Elevação do supercílio: conheça as 4 técnicas mais indicadas

Elevação do supercílio: conheça as 4 técnicas mais indicadas

Com o passar dos anos, o envelhecimento facial é um processo comum da natureza humana. A diminuição da produção de colágeno e de elastina ocasiona a flacidez da pele e  o aparecimento das rugas. Contudo, para nosso benefício, a cirurgia plástica evoluiu e, atualmente, é possível até realizar a elevação do supercílio.

Por que fazer a elevação do supercílio?

A queda dos supercílios ou ptose, como é denominada, é uma consequência comum do envelhecimento do rosto. É um distúrbio que afeta a autoestima, pois torna o olhar triste e cansado.

As sobrancelhas são responsáveis por realçar as expressões faciais e também exercem a importante tarefa de proteger o globo ocular da exposição à luz, da transpiração e da poeira. Mas, para a tranquilidade das pessoas portadoras desse problema, é possível revertê-lo.

Quais são as técnicas mais indicadas?

A medicina oftalmológica evoluiu e desenvolveu diferentes técnicas que permitem a elevação do supercílio. Esses tratamentos visam conferir-lhes um aspecto jovial e natural, remetendo-os ao formato que tinham anteriormente. Conheças as técnicas mais recomendadas para tratar a ptose.

Lifting

Lifting é uma alternativa de tratamento que proporciona o rejuvenescimento facial, eliminando rugas, a flacidez e removendo o excesso de pele. O termo lifting é derivado do verbo inglês lift, que significa levantar.

O lifting temporal é uma técnica que promove o levantamento da região temporal, reposicionando os supercílios e conferindo um olhar descansado.

Toxina botulínica

A toxina botulínica, também conhecida como botox, é produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, que causa a paralisia dos músculos. Por isso, quando aplicada na face, interrompe a formação das linhas de expressão.

A substância funciona como um bloqueador neuromuscular, interrompendo a transmissão de estímulos dos neurônios para os músculos e impedindo a sua contração. A aplicação de pequenas doses não oferece riscos.

Preenchimentos

O preenchimento facial consiste na injeção de uma substância denominada ácido hialurônico no arco do supercílio. Esse ácido é produzido pelo organismo e se encontra no líquido sinovial, localizado dentro das articulações, no humor vítreo e no tecido conjuntivo.

Com o envelhecimento, o corpo para de produzir esse ácido e a ausência dele na pele ocasiona flacidez. Para tratar esse problema, o ácido hialurônico é produzido em laboratórios e injetado no arco do supercílio, para devolver o seu volume e firmeza.

Castanhares

Uma das técnicas mais antigas, a cirurgia de Castanhares, pode ser uma solução para tratar a queda das sobrancelhas. O procedimento consiste no reposicionamento dos supercílios, por meio da retirada de uma faixa de pele na região das sobrancelhas.

É realizado um corte rente aos supercílios para que o cirurgião regule a altura correta em que eles ficarão. É um procedimento simples, que pode ser realizado em clínicas e o indivíduo é liberado logo depois.

Contudo, não há um consenso sobre sua utilização. Alguns especialistas recomendam que seja realizada somente por pessoas mais velhas, um vez que pode ocasionar cicatriz aparente acima das sobrancelhas.

Essas são as técnicas mais indicadas para realizar a elevação do supercílio.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito felizes em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho como oftalmologistas em Belo Horizonte!

Posted by DUO Oftalmologia e Plástica Ocular in Todos