demência

Qual a relação entre demência e saúde ocular?

A demência, especialmente o Alzheimer, atrai atenção de médicos e pesquisadores ao redor do mundo. Isso se deve principalmente ao fato de que os fatores ligados ao surgimento da doença ainda são obscuros. Estudos mais recentes comprovaram uma relação direta entre a saúde dos olhos e esse tipo de doença.

O objetivo deste texto é apresentar o que há de novidade em relação à demência e à oftalmologia. Para saber mais, acompanhe em seguida.

Os olhos e o cérebro

O cérebro humano desempenha um papel muito importante. Isso porque ele é capaz de receber as informações reunidas pelos olhos e transformá-las em uma imagem compreensíveis. Além disso, o nervo óptico conecta diretamente o cérebro à parte posterior do olho.

Pesquisas recentes também comprovaram que doenças cerebrais podem afetar os olhos, uma vez que o nervo óptico e a retina são tecidos cerebrais que se estendem para fora da caixa do cérebro.

Como a demência e o Alzheimer afetam os olhos

Existem diversos tipos de demência. A mais comum, entretanto, é o Alzheimer, responsável por cerca de 70% dos casos. A doença é causada pelo acúmulo de proteínas no cérebro, gerando a morte das células e dificultando a conexão entre os neurônios.

Entre os sintomas mais comuns estão a perda de memória, dificuldade de pensar e desorientação. Porém, problemas de visão já estão sendo relacionados entre os principais sinais da doença. Afinal, muitos indivíduos apresentam dificuldade para ler, seguir objetos em movimento ou apresentam problemas de contraste.

Pesquisas prometem avanços

Um estudo realizado na Universidade de Washington, em St. Louis, mostra que examinar atentamente a retina pode ajudar a detectar a doença de Alzheimer em seus estágios iniciais. Visto que a retina é composta por tecido cerebral, alterações no órgão causadas pela demência podem ser percebidas no exame de vista.

Na pesquisa, foi utilizada uma angiografia tomográfica de coerência óptica (OCTA). É exame simples, que pode ser realizado na maioria das clínicas oftalmológicas. Durante o procedimento, os médicos perceberam, então, mudanças na retina das pessoas que tinham sinais biológicos do Alzheimer.

Essa descoberta pode ser um grande passo no diagnóstico do Alzheimer, pois atualmente a maioria dos testes são caros e realizados somente após o surgimento dos sintomas. Com o OCTA, pode ser possível diagnosticar a doença ainda nos estágios iniciais.

Um outro estudo, dessa vez do Hospital Universitário de Berna, na Suíça, está analisando uma nova técnica de imagem denominada oftalmoscopia por imagem por fluorescência ao longo da vida (FLIO). Eles detectaram a proteína beta-amiloide na retina, justamente uma das proteínas que se acumula no cérebro de quem é acometido de Alzheimer.

Há, ainda, pesquisas que indicam alterações no tecido ocular de pessoas com outras doenças cerebrais como, por exemplo, Creutzfeldt-Jacob (doença da vaca louca) e doença de Parkinson.

Apesar de a comunidade médica ainda não ter apresentado nenhum dado concreto, muitos avanços estão sendo mapeados em estudos clínicos e pesquisas. Em breve haverá novidades no tratamento da demência e, com certeza, parte dessas descobertas só foram possíveis graças às conexões olho-cérebro.

Quer saber mais? Estamos à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficaremos muito felizes em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do nosso trabalho como oftalmologistas em Belo Horizonte!

Comentários

Posted by DUO Oftalmologia e Plástica Ocular